O tabaco aquecido, também conhecido como “heat not burn”, é frequentemente comercializado como uma alternativa mais segura ao cigarro tradicional, prometendo reduzir o número de substâncias nocivas. No entanto, especialistas alertam que isso é uma mentira e que o tabaco aquecido também contém substâncias tóxicas e cancerígenas.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), pesquisadores encontraram produtos de combustão no tabaco aquecido, indicando que a combustão ocorre a temperaturas mais baixas do que nos cigarros tradicionais. Além disso, um estudo realizado na Grécia identificou carbonila nas emissões do produto, o que implica que a queima existe.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) também confirmou que o tabaco aquecido produz aerossóis contendo nicotina, produtos químicos tóxicos e carcinógenos que são também presentes na fumaça do cigarro. Alguns desses tóxicos são encontrados em maior concentração nesse produto do que no cigarro tradicional, e outros são exclusivos do tabaco aquecido.
Entre os compostos encontrados no tabaco aquecido, estão a nicotina, o monóxido de carbono, os aldeídos, o acetaldeído, o formaldeído e a acroleína. O formaldeído, que é o formol, é um cancerígeno grau 1 pela Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (Iarc), enquanto o acetaldeído é classificado como possível carcinógeno humano pela Iarc. A acroleína é uma substância altamente reativa que dá risco cardiovascular e é considerada um irritante dos brônquios.
O tabaco aquecido também contém mais Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos (HPAs), que estão relacionados ao câncer, do que o cigarro convencional. Os HPAs são compostos encontrados em concentrações mais altas nas emissões do tabaco aquecido, incluindo um HPA específico, o acenafteno, que tem três vezes mais do que no cigarro tradicional.
Apesar de o tabaco aquecido ser promovido como uma opção menos danosa ao cigarro convencional, a nicotina presente no produto por si só é prejudicial. Ela aumenta o risco de trombose, AVC, hipertensão e infarto do miocárdio, de acordo com a Associação Médica Brasileira (AMB).
Para especialistas, trocar o cigarro convencional pelo tabaco aquecido é trocar seis por meia dúzia. Portanto, é importante que as pessoas estejam cientes dos riscos envolvidos no uso de tabaco aquecido e evitem o seu consumo. A melhor opção continua sendo parar de fumar completamente.







