OMS: infecções causadas por mosquitos estão aumentando nas Américas

Recém-nascidos, idosos e pessoas com hipertensão, diabetes e outras condições de saúde são as maiores preocupações, segundo Rojas, que explicou que a transmissão vertical, de mãe para filho no momento do parto, acontece em 49% dos casos e, na maioria deles, gera complicações neurológicas na criança.

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A Organização Mundial da Saúde -OMS, alertou para o aumento de casos de dengue, chikungunya e zika ao redor do mundo. A região das Américas é particularmente afetada em número de infecções e mortes.

As três doenças são causadas pelo mesmo vetor, o mosquito do tipo Aedes. Os dados da OMS indicam que condições precárias de água e saneamento somadas a fenômenos como enchentes, aumento da temperatura e da umidade favorecem a proliferação do inseto.

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Dengue atinge mais países no sul

A agência da ONU diz que a incidência da dengue aumentou drasticamente passando de 500 mil casos em 2000 para 5,2 milhões em 2019.

Este ano, já são 441 mil notificações e mais de 100 mortes apenas nas Américas.

Países endêmicos como o Brasil tiveram aumento de casos. Ao mesmo tempo, a doença migrou para nações como Paraguai e Bolívia, que tinham baixa incidência.

Em outras partes do mundo, a tendência é semelhante, com a doença atingindo países mais ao sul.

Na África, o Sudão do Sul registrou aumento, ultrapassando 8 mil casos e 45 mortes desde julho de 2022.    

De acordo com Raman Velayudhan, diretor do Departamento de Controle de Doenças Tropicais Negligenciadas da OMS, existem quatro sorotipos da dengue.

Apesar de geralmente apresentar sintomas leves na primeira infecção, um segundo episódio da doença, causado por um sorotipo diferente pode gerar casos graves que resultam em falência dos órgãos e morte.

Ele disse que a doença ainda não tem tratamento e que as vacinas estão apenas começando a ser desenvolvidas.

Chikungunya presente em 115 países

A chikungunya está presente em 115 países, de acordo com a codiretora da Iniciativa Global de Arboviroses, Diana Rojas.

A especialista destaca que até o fim de março, 135 mil casos foram registrados nas Américas. No mesmo período no ano passado o número havia sido de 52 mil. 

Recém-nascidos, idosos e pessoas com hipertensão, diabetes e outras condições de saúde são as maiores preocupações, segundo Rojas, que explicou que a transmissão vertical, de mãe para filho no momento do parto, acontece em 49% dos casos e, na maioria deles, gera complicações neurológicas na criança.

Zika, constante preocupação

A Zica circula em 89 países de acordo com a OMS, e apesar do decréscimo apresentado desde a crise de 2016, todo ano, são 30 mil a 40 mil casos, concentrados nas Américas e no sudeste da Ásia.

A transmissão se dá pelo mosquito Aedes, mas também pela via sexual. Por isso, as estratégias incluem vigilância, detecção precoce, treinamentos e preparação dos sistemas de saúde.

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