Hucam cadastra crianças para teste com Coronavac

Ainda dá tempo de pais ou responsáveis inscreverem seus filhos em pesquisa que testará a eficácia da vacina Coronavac em crianças e adolescentes. Desde a última semana, o Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes (Hucam-Ufes), iniciou o estudo.

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O objetivo da pesquisa é identificar a eficácia, reação imunológica e comprovar a segurança da vacina Coronavac, na faixa etária do estudo, e comparar esses indicadores com os produzidos pela vacina da Pfizer. A pesquisa foi batizada como Projeto Curumim e está sendo realizada por pesquisadores do Hucam com apoio da Fiocruz/Insituto René Rachou, do Instituto Butantan e da Secretaria de Saúde do Estado (Sesa).

De acordo com a médica responsável pelo estudo, Valéria Valim, ele se faz necessário “para que a Coronavac possa ser incluída como uma opção de vacina para crianças no Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde”.

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Pais, mães ou responsáveis interessados em incluir seus filhos no estudo poderão agendar a vacinação pelo e-mail [email protected] ou pelo site https://curumim.es.gov.br/cidadao/. Para receber a vacina, crianças e adolescentes devem estar acompanhados por um responsável legal.

Segundo Carolina Strauss, pediatra pneumologista e aluna de doutorado no projeto Curumim, a Coronavac é uma vacina inativada, ou seja, o vírus inteiro é morto e, então, aplicado como vacina. “Essa tecnologia é muito conhecida e utilizada há muitos anos e tem a vantagem de induzir uma grande diversidade de resposta, além de ser mais segura, ou seja, produz menos efeitos colaterais. Pelo mesmo motivo, também é menos eficaz. No entanto, as crianças maiores de 3 anos têm um sistema imunológico muito ativo e respondem às vacinas melhor do que os adultos. Por isso, há uma base científica para considerar que uma vacina inativada pode ser suficientemente eficaz e com menos efeitos colaterais em crianças”, reforçou.

Benefícios e riscos

De acordo com os coordenadores da pesquisa, efeitos colaterais podem ocorrer, porém leves e de curta duração. Os mais comuns são dor, vermelhidão, inchaço ou coceira onde a injeção é aplicada, cansaço ou indisposição geral, calafrios ou febre, dor de cabeça, dor muscular, dor nas juntas, enjoos e dor de barriga, perda de apetite e suores excessivos. Efeitos colaterais sérios são raros.

Valéria Valim destacou que, em estudos publicados – sendo um deles com Coronavac em crianças –, todas as vacinas foram bem toleradas e seguras na faixa etária pediátrica e a resposta imune foi adequada, quando comparada ao da população adulta. “Países como o Chile, o Equador e a China já vacinaram as crianças com Coronavac. No Brasil, a vacina da Pfizer já está liberada para o uso em crianças de 5 a 17 anos”, finalizou.

Entrevista

Em entrevista para o Mov News, a pediatra Carolina Strauss, explicou sobre a importância da vacina e sua eficácia com o público infantil. Segundo a especialista, as reações a este imunizante são semelhantes às de outras vacinas como dor no braço e febre, por exemplo.

A pediatra, destacou ainda que, em 2021, 2.500 crianças morreram por complicações da Covid-19. Segundo ela, a vacina é a forma mais eficaz e segura de proteger as crianças. “Todos os estudos mostram a eficácia da vacina. As famílias precisam se tranquilizar e acreditar nos dados científicos verdadeiros. A mensagem final que eu posso deixar para as famílias é:Vacinem seus filhos e confiem na ciência!”, finaliza.

No Espírito Santo são mais de 393.089 crianças aptas para serem vacinadas. E a campanha de imunização seguirá uma ordem prioritária. Neste momento, a preferência são das crianças indígenas e quilombolas, crianças com deficiência e, em seguida, crianças com comorbidades.

As comorbidades incluídas como prioritárias para vacinação contra a Covid-19, em crianças entre 5 e 11 anos são: Diabetes mellitus, Pneumopatias crônicas graves, Hipertensão Arterial, Doenças cardiovasculares, Insuficiência cardíaca (IC), Cor-pulmonale e Hipertensão pulmonar, Cardiopatia hipertensa, Síndromes coronarianas, Valvopatias, Miocardiopatias e Pericardiopatias, Doenças da Aorta, do Grandes Vasos e Fístulas arteriovenosas, Arritmias cardíacas, Cardiopatias congênita no adulto, Próteses valvares e Dispositivos cardíacos implantados, Doenças neurológicas crônicas, Doença renal crônica, Imunossuprimidos, Hemoglobinopatias graves, Obesidade mórbida, Síndrome de down e Cirrose hepática.

Confira a matéria “Municípios da Grande Vitória abrem agendamento para imunizar crianças contra a COVID-19”, e veja como e por onde estão sendo feitos os agendamentos para a vacinação das crianças nos municípios da Grande Vitória.

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