A presença das mulheres no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é uma realidade consistente ao longo dos anos.
Elas não só formam a maior parte dos candidatos, como também aparecem com frequência entre os participantes com as melhores notas, especialmente na redação.
Os dados mais recentes confirmam a manutenção dessa tendência, que reflete mudanças significativas no acesso feminino ao ensino superior no Brasil.
Veja a seguir informações atualizadas sobre a participação das mulheres no Enem.
As mulheres são a maioria no Enem?
Sim, as mulheres representam a maior parte dos participantes do Enem há vários anos.
Dados do Ministério da Educação (MEC) e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) mostram que aproximadamente 60% das inscrições no exame são do sexo feminino, contra cerca de 40% do sexo masculino.
Para ilustrar, na edição do Enem de 2025, a prova teve mais de 4,8 milhões de inscritos. Desse total, quase 60% das inscrições foram feitas por mulheres, o que corresponde a cerca de três milhões de candidatas.
Essa predominância não é recente. Desde a primeira aplicação do Enem, em 1998, o número de mulheres inscritas supera o de homens, conforme mostram os dados históricos do Inep.
Esse padrão confirma que a participação feminina no exame se mantém constante e acompanha uma tendência mais ampla de crescimento da presença das mulheres na educação.
Como o Enem se consolidou como a principal porta de entrada para o ensino superior no país, sendo usado em iniciativas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), o alto número de candidatas também reflete o avanço das mulheres na busca por graduação e qualificação profissional no Brasil.







