22 de fevereiro de 2026
domingo, 22 de fevereiro de 2026

Plantas comuns em jardins podem causar multas e oferecer riscos à saúde

O que parece ser apenas um elemento decorativo pode esconder perigos legais e sanitários. Muitas espécies comuns em áreas verdes apresentam toxicidade, estão associadas a entorpecentes ou são proibidas em certas regiões do país, o que pode resultar em penalidades e transtornos para cultivadores desinformados.

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Por que plantas decorativas podem se tornar um problema

Várias plantas usadas em jardins e fachadas têm registros de toxicidade, estão ligadas a pragas que afetam lavouras ou possuem vínculos com substâncias proibidas. A beleza estética não elimina os riscos em caso de consumo acidental ou manejo inadequado.

Como apontam especialistas, certas plantas são alvo de regulamentações por três motivos principais: ameaça ao bem-estar das pessoas, prejuízos à produção agropecuária e possibilidade de uso indevido. O conhecimento é o que separa uma simples decoração de um problema com a justiça.

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Quais são as cinco espécies comuns que exigem cuidado especial?

Algumas variedades frequentes já foram alvo de restrições, ações de extensão rural ou alertas de órgãos de saúde. Elas ainda são encontradas em quintais pelo Brasil, mas carregam um histórico problemático que muitos ignoram. A lista a seguir detalha os aspectos principais de cada uma.

  • Murta: Atrai o inseto transmissor do greening, uma doença grave dos citros. Seu cultivo é proibido em estados como São Paulo e Mato Grosso do Sul, representando principalmente um risco agrícola.
  • Papoula-do-ópio: Está diretamente ligada à produção de morfina e heroína. Enfrenta controle rigoroso devido à sua associação com entorpecentes, configurando um risco legal.
  • Espatódea: Sua seiva e flores têm toxicidade potencial. Tem plantio restrito em locais como Santa Catarina, sendo considerada uma planta tóxica.
  • Noni: Foi associado a possíveis lesões no fígado. Produtos derivados para consumo já foram barrados pela vigilância sanitária, caracterizando um risco à saúde.
  • Trombeteira: Contém alcaloides com propriedades alucinógenas. Apresenta alto risco de intoxicação para crianças e animais de estimação.

Como essas plantas afetam a saúde e a lei?

A murta preocupa por favorecer a propagação do greening, doença que causa grandes prejuízos aos pomares de laranja. Já a espatódea e a trombeteira possuem substâncias perigosas que podem prejudicar pets, crianças pequenas e ambientes naturais frágeis.

No caso da papoula-do-ópio, a questão é jurídica e penal, dado seu vínculo claro com a fabricação de drogas ilícitas. O noni, por sua vez, passou a ser monitorado por autoridades de saúde após relatos sobre possíveis complicações hepáticas relacionadas ao seu uso.

Como evitar penalidades e riscos no próprio jardim?

Antes de receber uma muda ou decidir plantar por impulso, é crucial verificar se a espécie está em listas locais de plantas proibidas ou tem histórico relevante de toxicidade. Medidas práticas ajudam a preservar a segurança do ambiente, conforme listado a seguir.

  • Dar preferência a espécies nativas: Elas reduzem o impacto no meio ambiente e evitam complicações com fiscais.
  • Buscar orientação de viveiristas e agrônomos: Consultar profissionais qualificados previne escolhas ligadas a pragas ou proibições legais.
  • Pesquisar antes de cultivar: Verificar possíveis ligações com drogas, substâncias tóxicas ou proibições vigentes nos estados.

Cultivar um espaço verde agradável não deve trazer perigos. Com um pouco de pesquisa e seleção cuidadosa, é possível garantir um paisagismo harmonioso, dentro das normas e livre do risco de transformar plantas ornamentais em fonte de multas ou danos à saúde.

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