O presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, Marcelo Santos, afirmou que não concorrerá ao cargo de vice-governador nas eleições de 2026, mesmo em uma possível chapa liderada pelo atual vice-governador Ricardo Ferraço.
O parlamentar deu a informação durante uma transmissão ao vivo em suas redes sociais na segunda-feira, 16. Na ocasião, ele interagiu com seguidores e falou sobre seus planos políticos. Quanto aos rumores sobre a formação de chapas, Santos foi direto: seus objetivos são outros.
“Tenho um planejamento político definido. Meu objetivo é concorrer a uma cadeira na Câmara dos Deputados”, declarou. Segundo ele, a meta é expandir para o âmbito federal a atuação que desenvolveu no Espírito Santo, passando a trabalhar em Brasília em nome do estado.
Estratégia política e projeção nacional
Politicamente, a recusa de Santos em considerar a vice-governadoria pode ser interpretada como uma manobra para aumentar seu capital político. Para o cientista político André Pereira César, “nada pode ser completamente descartado no cenário político capixaba, diante de todos os movimentos observados. As eleições deste ano podem trazer novidades nas composições, alianças e resultados”. A escolha do presidente da Assembleia sugere que ele pretende elevar seu perfil em Brasília, construindo uma atuação nacional sem perder a capacidade de influenciar decisões que afetam o Espírito Santo.
Ao comentar o assunto, o parlamentar disse que mantém o foco em liderar os trabalhos do Legislativo estadual e em estruturar seus planos para os próximos anos. “Decisões no campo político devem ser tomadas com seriedade. E entendo que cada fase tem seu momento adequado”, afirmou durante a live. A declaração ocorre em um contexto de articulações e especulações que se intensificam no meio político capixaba com a proximidade das eleições de 2026.
Marcelo Santos exerce seu sexto mandato consecutivo como deputado estadual e atualmente preside a Assembleia Legislativa. Ele foi reeleito para comandar a Casa em uma votação interna, obtendo o apoio de todos os demais deputados.






