Lula enfrenta dificuldades para formar alianças na região Sudeste

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta dificuldades para consolidar apoios eleitorais na região Sudeste, considerada decisiva para as eleições de 2026. Com o maior eleitorado do país, a área concentra mais de 65 milhões de votantes, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral.

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Nas eleições anteriores, o desempenho no Sudeste foi fundamental para a vitória petista, com um crescimento significativo de votos no segundo turno em comparação com 2018. Atualmente, a única base consolidada na região fica no Rio de Janeiro, onde o prefeito Eduardo Paes, do PSD, é pré-candidato ao governo estadual.

Necessidade de Candidaturas Próprias

Em pelo menos dois estados, a estratégia do PT será lançar candidatos próprios devido à falta de oportunidades para alianças. Esse é o caso do Espírito Santo e de São Paulo.

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O cenário mais complexo, porém, é em Minas Gerais, onde a relutância do senador Rodrigo Pacheco em concorrer ao governo estadual cria um impasse. Para apoiar Lula, o parlamentar precisaria mudar de partido, com o MDB e o União Brasil sendo opções consideradas.

Pacheco aguarda uma definição nacional sobre o posicionamento dos partidos em relação à corrida presidencial. A legenda que ele escolher precisa, no mínimo, manter neutralidade na disputa nacional para garantir liberdade de ação no plano estadual.

Paralelamente, o PT nacional orientou seus militantes em Minas a aguardarem alguns dias por uma solução. A expectativa é que a prefeita de Contagem, Marília Campos, seja a candidata do partido ao Senado.

Movimentações no MDB

Recentemente, dezesseis diretórios estaduais do MDB entregaram um manifesto ao presidente nacional do partido, o deputado Baleia Rossi, pedindo independência na eleição presidencial. O documento foi protocolado na sede da sigla na Câmara dos Deputados.

A ação antecede uma possível indicação do partido para a vice-presidência em uma chapa liderada por Lula. O deputado federal Newton Cardoso Jr., presidente do MDB em Minas Gerais, está entre os signatários do pedido.

Cenário em São Paulo

Em São Paulo, a preferência do PT e do presidente é que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, seja o candidato ao governo. Ambos estão na capital neste fim de semana e podem discutir o assunto. Haddad deixará o ministério, mas a data ainda não foi definida.

Na última eleição para o governo paulista, Haddad obteve o melhor resultado da história do PT no estado, alcançando mais de 10,9 milhões de votos no segundo turno, embora tenha sido derrotado por Tarcísio de Freitas, dos Republicanos.

Há também a possibilidade de as ministras Marina Silva, da Rede Sustentabilidade, e Simone Tebet, do MDB, concorrerem às duas vagas no Senado em uma chapa encabeçada por Haddad. Para se candidatar em São Paulo, Tebet precisaria deixar o MDB, sendo o PSB a principal alternativa no momento.

A aliança do prefeito Ricardo Nunes, do MDB, com o governador Tarcísio inviabiliza uma eventual candidatura da ministra no estado. Tebet deixará o governo até o final de março e atribui seu futuro político a Lula.

Panorama no Espírito Santo

No Espírito Santo, o deputado federal Helder Salomão é o pré-candidato do PT ao governo estadual e terá uma reunião com Lula ainda em março para tratar do tema. Tanto ele quanto o presidente estadual do partido, o deputado João Coser, confirmaram o encontro para oficializar a indicação.

João Coser afirmou que as prioridades do PT no estado são a reeleição do presidente Lula, do senador Fabiano Contarato, a eleição de Helder Salomão e a formação de uma bancada federal e estadual que defenda o legado do governo.

O governador Renato Casagrande, do PSB, aliado de Lula, já anunciou que renunciará ao cargo até o início de abril, com a expectativa de concorrer ao Senado. Isso abriria espaço para compor a chapa liderada por Helder Salomão.

Casagrande será sucedido pelo vice-governador, Ricardo Ferraço, do MDB, que pretende concorrer ao governo e não tem interesse em apoiar Lula. Ferraço, que preside o MDB no estado, assinou o manifesto contra o apoio ao petista na eleição nacional, o que explica a necessidade de o PT lançar uma candidatura própria.

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