O Espírito Santo se destacou negativamente no cenário nacional quando o assunto é representatividade feminina nas prefeituras. Durante o período de registro de candidaturas, o estado já havia registrado o menor percentual de candidatas mulheres ao cargo de prefeita em todo o país: apenas 7%. Isso significa que, de quase 300 candidatos nos 78 municípios capixabas, apenas 19 eram mulheres. O segundo pior colocado, o Rio Grande do Sul, atingiu 10%, o que destaca ainda mais a disparidade capixaba.
Com um número tão baixo de candidatas, o resultado das eleições também foi pouco animador. O Espírito Santo elegeu o menor percentual de prefeitas do Brasil, com apenas 2,63%. A partir de 2025, das 78 cidades do estado, apenas duas serão comandadas por mulheres: Ana Malacarne (MDB), reeleita em São Domingos do Norte, e Iracy Baltar (Podemos), que voltará a assumir a prefeitura de Montanha.
Esses dois municípios têm perfil rural e somam uma população de apenas 28.760 habitantes, o que representa 0,7% da população capixaba sendo governada por mulheres a partir de 2025. O número de prefeitas eleitas para o próximo mandato mantém o Espírito Santo distante de uma equidade de gênero na política. Atualmente, o estado já conta com apenas duas prefeitas: Ana Malacarne, eleita em 2020, e Fernanda Milanese (Podemos), de Boa Esperança, que venceu uma eleição suplementar em 2021, mas não conseguiu ser reeleita em 2024.
O Espírito Santo, portanto, segue em último lugar no ranking nacional de representatividade feminina nas prefeituras, enquanto estados como Roraima (26,67%) e Rio Grande do Norte (25,61%) lideram com os maiores percentuais de prefeitas eleitas.
Esse cenário reflete um longo caminho a ser percorrido pelo estado quando se trata de equidade de gênero na política, mostrando a necessidade de maior incentivo e apoio para mulheres que desejam ingressar na vida pública.







