Em semana decisiva para a PEC (Proposto de Emenda à Constituição) da Transição, o PT encara este como o primeiro teste para medir o nível de aceitação do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no congresso. Para ser aprovada, a PEC precisa dos votos a favor de três quintos da Câmara (308 parlamentares) e do Senado (49), em dois turnos.
Com a aprovação, a PEC da Transição possibilita a manutenção do Auxílio Brasil, que passará a se chamar Bolsa Família, em R$ 600, com adicional de R$ 150 por criança abaixo de seis anos, entre outras promessas de campanha.
O partido avalia que a negociação para viabilizar o projeto nos próximos dias será um termômetro para medir a aceitação do futuro presidente no congresso e ditará os primeiros passos do governo Lula na relação com o Legislativo.
Para os petistas, se o futuro governo conseguir passar o valor que pretende para furar o teto (entre R$ 175 bilhões e R$ 198 bilhões), cedendo apenas no tempo em que o Bolsa Família ficaria fora do Orçamento (não quatro, mas dois anos), isso significaria uma vitória e um começo de mandato mais tranquilo para Lula.
Caso contrário, se tiver de abrir mão de diminuir o valor por fora do teto (o que poderia significar não cumprir algumas promessas), o sinal de alerta seria levantado e as adesões ao grupo do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), intensificadas.







