Começa neste domingo (6) a cúpula internacional do climaCOP27, em Sharm el-Sheikh, no Egito. Mais de 30 mil delegados, de cerca de 200 países, devem estar presentes. A reunião vai até o dia 18 de novembro, com o objetivo de discutir detalhes sobre como desacelerar as mudanças climáticas e ajudar países que já sentem seus impactos.
A COP27 é a 27ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. As COPs são as maiores e mais importantes conferências anuais relacionadas ao clima.
A primeira delas aconteceu em 1994, após 197 países assinarem um tratado se comprometendo a estabilizar as concentrações de gases do efeito estufa. O tratado foi assinado na conferência ECO-92, que aconteceu no Rio de Janeiro, organizada pela Organização das Nações Unidas (ONU).
A participação de Lula
O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende usar a 27ª Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Mudanças Climáticas (COP-27), que acontece no Egito entre os dias 6 e 18 de novembro, para realizar encontros bilaterais considerados cruciais para a sua retomada ao comando do Palácio do Planalto.
O presidente eleito pretende se reunir com os presidentes dos Estados Unidos, Joe Biden, e da França, Emmanuel Macron, além do secretário-geral da ONU, António Guterres.
O presidente eleito deve embarcar para o Egito no dia 14 e participar da segunda semana da COP27. A expectativa é que a agenda de Lula coincida com as de Biden, Macron e Guterres.
Lula vai participar da Conferência a convite do presidente do Egito, Abdel Fattah El Sisi. Antes disso, o petista havia sido chamado a integrar a comitiva do governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), em nome do Consórcio de Governadores da Amazônia Legal.
Além dos encontros bilaterais, a ideia é que Lula use o evento para reforçar ao mundo seu compromisso com a agenda ambiental, marcando contraposição ao atual governo de Jair Bolsonaro (PL).
Há também a expectativa de que Lula vá ao Egito acompanhado da deputada federal eleita Marina Silva (Rede), da senadora Simone Tebet (MS) e do ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim. A ex-ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira também deve integrar a comitiva do presidente eleito.
O que esperar da Conferência
De acordo com a ONU, a determinação do planeta em combater o aquecimento global deve ser posta em xeque, à medida que acontecem inundações no Paquistão, África do Sul e Nigéria, ondas de calor são registradas no Ártico e em toda a Europa e secas recordes acontecem no oeste dos Estados Unidos e na França.
Um relatório da ONU divulgado em outubro mostrou que a maioria dos países está atrasada em seus compromissos existentes de reduzir a produção de carbono, com as emissões globais de gases de efeito estufa a caminho de aumentar 10,6% até 2030 em comparação com os níveis de 2010.
Minoria
Apenas 24 dos quase 200 países participantes das negociações da COP27 apresentaram planos de redução de emissões novos ou atualizados desde a conferência climática da ONU do ano passado em Glasgow, na Escócia. Na ocasião, todos se comprometeram a fazê-lo, de acordo com a agência climática da ONU.
Segundo a coordenação, a COP27 será sobre “sair das negociações e planejar a implementação” de todas as promessas feitas.
Nesse contexto, grande parte dos países está lidando com as consequências da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, além dos preços crescentes dos alimentos e combustíveis, juntamente com a desaceleração do crescimento econômico.







