Foi aberta uma ação popular contra o Diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento, Turismo e Inovação de Vitória, (CDTIV), Evandro Figueiredo. Esta ação se dá, segundo os autos, porque Evandro não cumpre os pré-requisitos para assumir o cargo, e que seria uma afronta ao que dispõe o artigo 17, inciso I e II, da lei Federal n° 13,303, conhecida como a lei das empresas públicas, que se aplicam a todas empresas públicas, seja no âmbito federal, estadual e municipal.
A lei indica que para ocupar o cargo, o cidadão não pode ser filiado a partidos políticos, nem ter participado de nenhum pleito. Além disso, é necessária experiência profissional na área, por pelo menos 10 anos, ter a conduta ilibada e formação em curso superior.
Mas em 2019, Evandro Figueiredo assumiu o cargo de diretor municipal do PDT de Vitória e concorreu ao cargo de vereador nas eleições de 2020, pelo Republicanos, se classificando como segundo suplente na legenda. Além disso, Evandro não possui curso superior.
Na ação, o autor, Lauro Nunes, afirma que “uma empresa pública municipal, que recebe milhões de investimento por ano, está sendo gerida por um aventureiro, desqualificado e desprovido de isenção política para tanto e que fere a Legalidade, Moralidade e Eficiência, normas constitucionais da Carta Magna”.
Lauro afirma que o Evandro jamais poderia ocupar este cargo. “Ele sempre foi ligado a grupos políticos, conhecido de muita gente, e não poderia ocupar este cargo”.
Evandro já foi alvo de operação da Polícia Federal
Falando em conduta ilibada, Evandro Figueiredo sempre foi ligado à política e cargos públicos. Ele foi investigado, em 2018, por disseminação de notícias falsas, quando possuía cargo na Secretaria Estadual de Esportes (Sesport).
Na ocasião, celulares e computadores foram apreendidos durante a operação deflagrada pela Polícia Federal. Dias depois foi exonerado do cargo que exercia. Segundo a Polícia Federal, ele disseminava notícias falsas relacionadas às eleições daquele ano.
Cerca de 46 dias após sua exoneração da Sesport, a esposa dele, Nicole Boldrine, foi nomeada na Secretaria de Direitos Humanos, no cargo de Assessor Especial, nível 4, com salário de R$ 5,7 mil.
Evandro Figueiredo já foi investigado por disseminar “fake news” em 2018







