O candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, disse nesta terça-feira (27) que vai anular os decretos editados pelo presidente Jair Bolsonaro que flexibilizaram o porte e a posse de armas de fogo e a comercialização de munições. Ele também afirmou que vai trocar a presidência do Banco Central e criticou a lei que deu autonomia à instituição.
De acordo com o R7, Ciro ressaltou que “armas só prestam para matar”. Ele disse que, em um eventual governo, quer que apenas profissionais da segurança andem armados em locais públicos.
“Meus valores cristãos me ensinaram que arma só presta para matar, e eu sou da vida. Alguém que é cristão e se diz pela vida porque é contra o aborto é muito incoerente defender arma. No meu governo, arma na rua só desmontada ou na mão de autoridade”.
Ciro disse ainda que anular as normas assinadas por Bolsonaro que facilitaram o acesso a armas é necessário para evitar que elas cheguem às mãos de membros de organizações criminosas.
“As autorizações vão ser todas revistas. Hoje, essa frouxidão [das regras] está fazendo com que armas pesadas estejam indo parar nas mãos de milícias e de facções que mandam e desmandam sob clima de terror nas periferias do Brasil”, opinou Ciro, que se comprometeu a “desbaratar as organizações criminosas”.







