O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começou, em abril de 2022, uma licitação para monitorar temas relacionados às eleições nas redes sociais. Faltando menos de 10 dias para as votações de primeiro turno, em 2 de outubro, a contratação da empresa vencedora ainda não foi concluída.
O TSE ofereceu até R$ 330 mil para que um fornecedor acompanhe, em tempo real, Facebook, Instagram, Twitter, TikTok, YouTube, LinkedIn, Flickr, blogs e sites. A empresa Partners Comunicação Integrada venceu a licitação, mas com proposta no valor de R$ 250 mil. O montante será pago para serviços prestados durante um ano, que é a vigência do pregão.
Segundo documento oficial do tribunal, o monitoramento tem como objetivo melhorar a gestão da Justiça Eleitoral e é essencial para que a equipe de comunicação do TSE possa se antecipar sobre “ações que podem estar ocorrendo de forma coordenada para atacar o próprio processo eleitoral”.
A empresa licitada vai acompanhar citações sobre a Justiça Eleitoral, título de eleitor, segurança da urna, urna eletrônica, voto impresso, biometria, Documento Nacional de Identificação e outras eventuais tendências nas redes.
Após questionamentos da CNN, o TSE informou que o contrato será firmado até o dia 5 de outubro. Esse prazo vence três dias depois do primeiro turno das eleições de 2022. Segundo documento licitatório, a empresa terá cinco dias úteis após a assinatura do contrato para iniciar a execução do serviço, adicionando mais tempo de espera pelo monitoramento.
Segundo o TSE, uma mudança na equipe do setor responsável pelo pregão retardou a conclusão. “Por esse motivo, os servidores que assumiram precisaram conhecer os processos e não apenas o de monitoramento, o que justifica o tempo estendido para a análise”, afirma a corte.
A empresa contratada deverá entregar alertas em tempo real e relatórios analíticos semanais e mensais até 2023. A partir da assinatura do contrato, a vencedora do certame vai monitorar as redes e os perfis oficiais do TSE 24 horas por dia.







