O senador Marcos do Val (Podemos) se defendeu a respeito da entrevista em que afirmou ter recebido R$ 50 milhões em emendas do Orçamento Secreto por ter apoiado a eleição de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a presidência do Senado. O capixaba disse acreditar que foi “mal interpretado” e pediu “desculpas por eventual mal entendimento”.
Do Val se pronunciou por meio de nota, divulgada por sua assessoria de imprensa ainda noite desta quinta-feira (7), data em que a entrevista foi publicada pelo jornal Estado de S. Paulo. Ele negou que não houve negociação para a eleição de Pacheco como moeda de troca para a liberação de verba.
“Só posso acreditar que fui mal interpretado quando concedi uma entrevista por telefone. Jamais houve qualquer tipo de negociação política para a eleição do presidente Rodrigo Pacheco, que envolvesse recursos orçamentários. Afirmo com toda certeza que jamais aconteceu”, diz o comunicado assinado pelo senador.
Apesar disso, em dado momento da entrevista, o parlamentar confessa que foi informado pelo ex-presidente do Senado Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), articulador da campanha de Pacheco para sucedê-lo no comando da Casa, de que a emenda seria por “gratidão”.
Segundo o Estadão, o caso se deu em fevereiro de 2021, após a vitória do senador mineiro para a presidência do Senado e do Congresso Nacional. Pacheco recebeu o apoio de 57 parlamentares e superou a senadora Simone Tebet (MDB-MS), que teve 21 votos. Jorge Kajuru (Cidadania-GO) retirou a candidatura em favor da emedebista.
“O critério que ele colocou para mim foi o critério de eu ter apoiado ele enquanto outros não apoiavam”, disse Do Val ao jornal, apesar de negar que o apoio tenha sido em troca de votos. Porém, afirmou que a divisão foi estabelecida entre os líderes que estiveram ao lado de Pacheco na campanha.
“Eu achei até muito para eu encaminhar para o Estado, mas como questão de saúde, eu não vou negar”, disse ele, sobre o valor recebido.
Leia o comunicado na íntegra:
“Só posso acreditar que fui mal interpretado quando concedi uma entrevista por telefone. Jamais houve qualquer tipo de negociação política para a eleição do presidente Rodrigo Pacheco, que envolvesse recursos orçamentários. Afirmo com toda certeza que jamais aconteceu.
Fiz referência a existência de critérios no Senado para indicações transparentes de recursos por senadores, inclusive elogiando a postura do presidente Pacheco nesse sentido.
Sobre as específicas indicações que fiz de emendas orçamentárias desde que assumi o mandato, isso é uma prerrogativa parlamentar, totalmente licita, transparente, um compromisso que assumi quando eleito para ajudar o meu estado e seus municípios.
Reforço mais uma vez que todo o recurso orçamentário recebido foi destinado ao Espírito Santo e por iniciativa própria sempre foram informados na sua integralidade ao Ministério Público do ES.
Peço desculpas por eventual mal entendido.
Senador Marcos do Val“







