Roberto Jefferson foi preso em agosto de 2021 por ordem do ministro do STF, Alexandre de Moraes, devido a uma série de ataques e ofensas nas redes sociais ao Supremo e aos ministros da corte, além de calúnia, homofobia e incitação a dano ao patrimônio público. A transferência do ex-deputado para prisão domiciliar está prevista para ser discutida no plenário virtual do Supremo Tribunal Federal a partir desta sexta-feira (17).
De acordo com a Polícia Federal, o político seria o chefe de uma organização criminosa, de forte atuação digital e com núcleos de produção, publicação, financiamento e político com a finalidade de atentar contra a democracia e os poderes Legislativo e Judiciário.
O caso começou a ser analisado em fevereiro deste ano, e a corte já formou maioria para transformar Jefferson em réu. Houve um pedido de vista (solicitação de mais tempo para analisar o caso) por parte do ministro Nunes Marques, por isso o julgamento foi suspenso.
Plenário do STF
Como o processo foi devolvido, o tema será retomado no plenário virtual. Os magistrados que ainda não votaram terão até o dia 24 para apresentar suas avaliações. Em seguida, caso os magistrados que já se manifestaram não alterem seus votos, a ação penal poderá ser iniciada.
Vale lembrar que Roberto Jefferson está preso no Complexo de Gericinó, no Rio de Janeiro. Em outubro, Moraes, relator da ação, autorizou que o político saísse da prisão em razão de um problema médico. Ele ficou alguns dias internado no Hospital Samaritano Barra, na Barra da Tijuca, mas retornou ao presídio depois de receber alta.







