O servidor comissionado da Assembleia Legislativa, Armando Fontoura Borges, pai do vereador de Vitória, Armandinho Fontoura (Podemos), foi exonerado com mais 11 funcionários que serviam ao gabinete do deputado estadual Xambinho (PSC).
Nos bastidores da Casa a informação é de que as exonerações são uma retaliação do presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso (Republicanos) à aproximação de Xambinho com o governador Renato Casagrande (PSB). Erick Musso é pré-candidato a governador e tinha Xambinho como aliado.
Casagrande compareceu à prestação de contas de Xambinho, discursou para a plateia formada por lideranças e apoiadores e saiu antes do discurso de Xambinho. Erick Musso não gostou e determinou a exoneração em massa.
As 12 exonerações foram publicadas no Diário Oficial nesta sexta-feira (13) e trazem à tona os salários pagos aos servidores indicados por deputados na Assembleia.
Segundo o Diário do Legislativo, publicado hoje, foram 12 exonerações, incluindo assessores, supervisores, coordenadora (salário de R$ 7,8 mil) e até um diretor, Pedro Henrique Santos Barbosa, (salário de R$ 11 mil), além de Armando Fontoura Borges, pai do vereador de Vitória Armandinho, aliado de Erick Musso.
O Outro Lado
A assessoria do deputado Erick Musso, por meio de mensagem eletrônica, disse que o parlamentar não vai se pronunciar sobre o assunto.
Também por meio de mensagem eletrônica, o vereador Armandinho disse que o seu pai, “é técnico e possui 3 cursos superiores. Não sendo indicação política do deputado Xambinho”, afirmou.
Ainda de acordo com o vereador Armandinho, o seu pai nunca esteve lotado no gabinete do deputado Xambinho.







