Lula se lança pré-candidato à Presidência e prega união de democratas

Diante de uma plateia formada por petistas históricos e lideranças partidárias do PSB, Psol, PCdoB, Rede, Solidariedade e PV, o ex-presidente Lula oficializou o lançamento de sua pré-candidatura à presidência da República neste sábado (07), em evento em São Paulo.

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Durante a cerimônia, Lula pronunciou seu primeiro discurso de campanha, fugindo do padrão de improviso e adotando a soberania nacional como sua principal pauta nas eleições. Ele pediu a união de todos os democratas do país.

“O Art. 1º da nossa Constituição enumera os fundamentos do Estado democrático de Direito, e o primeiro fundamento é justamente a soberania. No entanto, a nossa soberania e a nossa democracia vem sendo constantemente atacadas pela política irresponsável e criminosa do atual governo”, declarou ao tocar no assunto. Lula procurou apontar para os programas de seu governo que sofreram cortes ou desmontes durante a gestão Bolsonaro, bem como para a política de privatização de estatais.

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Lula conectou a questão da soberania às principais diferenças entre a sua gestão e a gestão de Bolsonaro. Puxou como exemplos a gestão da Eletrobrás, estatal que se expandiu no governo petista e que se encontra na lista de prioridades de Bolsonaro para a privatização, a gestão da Petrobrás, que antes da gestão de Michel Temer calculava o preço dos combustíveis com base no Real, e não do custo internacional do barril de petróleo, bem como a gestão ambiental de Bolsonaro, que, na visão de Lula, prioriza interesses comerciais estrangeiros no lugar da conservação da Amazônia.

União pelo Brasil

Sobre a união entre democratas, Lula falou de sua antiga rivalidade com Geraldo Alckmin, contra quem concorreu nas eleições presidenciais de 2006, e hoje é vice de sua chapa pelo PSB. “O grave momento que o país atravessa, um dos mais graves da nossa história, nos obriga a superar eventuais divergências para construirmos juntos uma via alternativa à incompetência e ao autoritarismo que nos governam”, disse. Alckmin, que discursou minutos antes de Lula, prometeu lealdade ao novo companheiro. Ambos disseram que as divergências que tiveram ficaram no passado e que o mais importante, no momento, é reconstruir o país e salvar a democracia. O ex-governador participou por meio de um telão, já que foi diagnosticado ontem com covid-19.

A aliança com Alckmin, segundo Lula, é um gesto para simbolizar o desejo de união entre diversas correntes em resistência a Jair Bolsonaro. “Queremos unir os democratas de todas as origens e matizes, das mais variadas trajetórias políticas, de todas as classes sociais e de todos os credos religiosos. Para enfrentar e vencer a ameaça totalitária, o ódio, a violência, a discriminação, a exclusão que pesam sobre o nosso país”, reafirmou.

Outro tema abordado no discurso foi o reconhecimento por parte do Supremo Tribunal Federal e da Organização das Nações Unidas da parcialidade do juiz Sergio Moro em seus processos decorrentes da Operação Lava-Jato. “Fui vítima de uma das maiores perseguições políticas e jurídicas da história deste país”, declarou. O julgamento de Moro foi um dos fatores de peso que tornaram o petista inelegível nas eleições de 2018.

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