Ontem (20), os chilenos foram às urnas para eleger o seu representante majoritário para os próximos quatro anos. O deputado esquerdista Gabriel Boric conquistou quase 56% dos votos válidos, despachando candidato do atual presidente Sebastián Piñera. O voto no Chile não é obrigatório.
O novo presidente representa uma esquerda progressista revitalizada, que cresceu muito desde os protestos de 2019. Boric disputou a presidência do Chile com a idade mínima exigida – de 35 anos – e foi o mais jovem dos sete candidatos na disputa.
Nosso governo conversará permanentemente com seu povo. O povo entrará no Palácio La Moneda. Hoje, a esperança venceu o medo. Estamos contentes, mas sabemos da responsabilidade que temos.
Gabriel Boric
O novo presidente governará um país com uma nova Constituição, agora em elaboração, e marcado pela inflação crescente nos últimos dois anos. Foi a primeira eleição presidencial desde que o país foi abalado pelos protestos generalizados contra a desigualdade que renderam meses de marchas e episódios de violência nas ruas, em 2019.
Pelo Twitter, o atual presidente chileno, Sebastián Piñera, e líderes de países da América Latina, como Argentina, Uruguai, Cuba, Peru, Equador e Colômbia, além do governo da Espanha, parabenizaram Boric. O Brasil ainda não se manifestou.







