A obra-prima de Miguel de Cervantes é muito mais que a já conhecida epopeia do cavaleiro que persegue moinhos de vento e luta contra inimigos imaginários. Acompanhado pelo fiel — e sensato — escudeiro Sancho Pança, Quixote nos entrega uma mensagem profunda sobre o que fazemos da nossa existência.
Por que ler (ou reler) hoje?
Muitas vezes reduzimos Dom Quixote a um herói cômico, mas a genialidade de Cervantes reside no contraste entre o idealismo incorrigível do cavaleiro e o realismo pragmático de Sancho. Ao longo das páginas, a pergunta que fica no ar é:
O que queremos nós?
Continua após a publicidadeO que perseguimos afinal?
Quem é mais feliz: aquele que vê a realidade nua e crua ou aquele que a transforma em poesia para suportar a jornada?
A batalha contra os nossos próprios moinhos
Todos temos os nossos moinhos e as nossas batalhas internas. O que Cervantes nos ensina é que a “loucura” de Quixote é, na verdade, uma forma de coragem — a coragem de ser quem se quer ser em um mundo que insiste em nos dizer o que é real.
O veredito: Prepare-se. Depois de cavalgar por La Mancha, você vai encarar as suas próprias batalhas de uma forma bem diferente. É um livro para rir, mas, acima de tudo, para sentir a urgência de viver com propósito.
“A liberdade, Sancho, é um dos dons mais preciosos que os céus deram aos homens.”







