Confirmando as piores expectativas da produtora, a estreia de Extermínio: O Templo dos Ossos nos cinemas dos Estados Unidos trouxe números preocupantes. O filme faturou apenas 13 milhões de dólares em seu fim de semana de abertura, somando 15 milhões quando incluído o feriado de Martin Luther King Jr. O resultado ficou bem abaixo das projeções de mercado, que já eram modestas e previam uma arrecadação entre 20 e 22 milhões de dólares.
No cenário internacional, a situação não é mais animadora. A receita global acumulada chega a cerca de 29 milhões de dólares, valor inferior ao que apenas o mercado doméstico gerou para o filme anterior, Extermínio: A Evolução, no ano passado. Considerando um custo de produção estimado em 60 milhões de dólares — sem contar os gastos com marketing —, o desempenho é considerado desastroso para a Sony Pictures.
Curiosamente, o fraco resultado comercial contrasta com a avaliação do público que assistiu ao longa. Os espectadores deram notas bastante altas, concedendo uma rara classificação “A-” no CinemaScore. O problema parece estar no legado da obra anterior: mesmo elogiado pela crítica, o desfecho “extremamente excêntrico” de Extermínio: A Evolução dividiu os fãs e desmotivou parte deles. Além disso, esta é a quarta parte de uma série que não tem o apelo de grandes blockbusters, o que dificulta atrair um público mais amplo.
Apesar do revés financeiro, os planos para a franquia seguem adiante. Uma quinta produção já foi anunciada e marcará o retorno definitivo de Cillian Murphy, estrela do primeiro filme, ao papel principal — o ator inclusive faz uma participação especial em O Templo dos Ossos. Ainda não está definido se a direção ficará a cargo de Danny Boyle ou de Nia DaCosta, e também não há data prevista para o lançamento.
Extermínio: O Templo dos Ossos já está em cartaz nos cinemas brasileiros.







