Dexter sem cortes: qual a ordem certa para mergulhar no assassino mais carismático da TV
Entre códigos morais, sangue analisado e spin-offs recentes, a franquia Dexter cresce e levanta a dúvida clássica: por onde começar essa maratona nada inocente.
Poucas séries conseguiram o feito improvável de transformar um serial killer em personagem querido, debatido em mesas de bar e defendido em fóruns da internet. Dexter não só conseguiu como virou franquia, voltou do além mais vezes que vilão de filme slasher e segue rendendo assunto quase vinte anos depois da estreia. Se você piscou, perdeu um spin-off. Se cochilou, já anunciaram outro. Daí a pergunta inevitável, quase filosófica: qual a ordem certa para assistir Dexter sem perder o fio da lâmina.
Criada a partir dos livros de Jeff Lindsay e adaptada para a TV por James Manos Jr., Dexter estreou em 2006 no canal Showtime. A série acompanha Dexter Morgan, analista forense especializado em padrões de sangue da polícia de Miami que, nas horas vagas, mata criminosos que escaparam da Justiça. Tudo isso seguindo o famoso Código de Harry, um manual ético tão rígido quanto perturbador, criado por seu pai adotivo.
Michael C. Hall deu ao personagem uma mistura rara de frieza, ironia e carisma. Resultado: oito temporadas, um final amplamente criticado e uma base de fãs que nunca foi embora. Segundo dados do IMDb e da Variety, Dexter segue entre as séries mais revisitadas do streaming, especialmente após o lançamento de novas produções.
As quatro primeiras temporadas são, para muitos críticos, o coração da série. Especialmente a quarta, com John Lithgow como Trinity Killer, frequentemente citada por veículos como Rolling Stone e The Guardian como uma das melhores temporadas da história da televisão. O problema é que, depois disso, Dexter tropeça feio. O encerramento de 2013 entrou para listas nada honrosas de piores finais de série. Trauma coletivo é pouco.
Ainda assim, o personagem sobreviveu. E voltou. Em 2021, Dexter: New Blood tentou corrigir erros do passado e oferecer um encerramento mais digno. Funcionou em partes, reacendeu debates e abriu caminho para algo maior. Em 2025, surgem dois novos projetos: Dexter: Original Sin, um prelúdio, e Dexter: Resurrection, sequência direta. Sim, agora temos passado, futuro e presente convivendo no mesmo universo. Organização virou item de sobrevivência.
Ordem cronológica para assistir Dexter
Para quem gosta de linha do tempo bem alinhada, estilo detetive com mural de fotos e barbante, a ordem cronológica dos eventos é a seguinte:
- Dexter: Original Sin (2025)
A história começa aqui. A série mostra Dexter jovem, ainda universitário, aprendendo a controlar seus impulsos sob a tutela de Harry Morgan. É o nascimento do Código, do Passageiro Sombrio e da ideia de matar como justiça.
Onde assistir: Paramount+ pelo Prime Video. - Dexter (2006 a 2013)
A série original apresenta o Dexter adulto, já plenamente funcional em sua vida dupla. São oito temporadas de crimes, conflitos morais, romances problemáticos e escolhas cada vez mais questionáveis.
Onde assistir: Paramount+, Netflix e Mercado Play. - Dexter: New Blood (2021)
Ambientada quase dez anos depois, mostra Dexter vivendo sob identidade falsa em uma cidade pequena. O retorno do filho Harrison muda tudo. A série busca discutir legado, culpa e consequência.
Onde assistir: Paramount+ pelo Prime Video. - Dexter: Resurrection (2025)
Continuação direta de New Blood. Dexter acorda de um coma, Harrison desapareceu e o passado bate à porta com força. A promessa é fechar ciclos deixados abertos há quase duas décadas.
Onde assistir: Paramount+ pelo Prime Video.
Ordem de lançamento para assistir Dexter
Para quem prefere sentir o impacto como o público original sentiu, com surpresas preservadas e choques narrativos intactos, a ordem de lançamento é a mais indicada:
Dexter (2006 a 2013)
Dexter: New Blood (2021)
Dexter: Original Sin (2025)
Dexter: Resurrection (2025)
Essa ordem respeita a construção dramática pensada pelos roteiristas e evita spoilers emocionais precoces. É como ouvir um álbum do jeito que o artista lançou, mesmo que a faixa bônus seja ótima.
Quem busca entender a mente de Dexter desde a origem vai preferir a cronológica. Quem quer suspense, impacto e nostalgia deve seguir a ordem de lançamento. Especialistas em narrativa televisiva, como Alan Sepinwall, defendem que a experiência emocional pesa mais que a linearidade histórica. Concordo, mas sem fanatismo. Cada um com seu Código.
Dexter segue provocando uma pergunta desconfortável e irresistível: até onde vai nossa empatia quando o vilão parece mais organizado que a Justiça. Se você vai maratonar, escolha a ordem. Só não escolha fingir normalidade depois.





