Se você gosta de histórias de superação que te deixam com vontade de conquistar o mundo, a minissérie da Netflix “A Vida e a História de Madam C.J. Walker” (Self Made) é uma parada obrigatória.
Protagonizada pela impecável Octavia Spencer, a obra mergulha na trajetória de Sarah Breedlove, que enfrentou o racismo e o sexismo do início do século XX para se tornar a primeira mulher milionária “self-made” (pelo próprio esforço) dos Estados Unidos.
Aqui está uma análise do que esperar dessa produção:
O Enredo: Da Lavanderia ao Império
A série foca na transformação de Sarah em Madam C.J. Walker. Após sofrer com a queda de cabelo e encontrar a cura em um produto caseiro, ela decide que todas as mulheres negras merecem sentir-se bonitas e confiantes. O que começa com vendas de porta em porta se transforma em uma fábrica, uma rede de agentes de vendas e um legado que mudou a indústria da beleza para sempre.
Pontos Fortes: Por que assistir?
Atuação de Octavia Spencer: Ela entrega uma Sarah Breedlove humana, ambiciosa e resiliente. Você sente cada frustração e cada vitória como se fosse sua.
Visual e Figurino: A série é um deslumbre visual. Os figurinos e cenários da época são vibrantes e ajudam a contar a história de ascensão social através das cores e tecidos.
Temas Relevantes: A obra não foge de temas complexos como o colorismo (a discriminação dentro da própria comunidade negra baseada no tom de pele) e as dificuldades de ser uma mulher empreendedora em um mundo dominado por homens.
Ritmo Ágil: Por ser uma minissérie (apenas 4 episódios), ela é perfeita para uma maratona de fim de semana. Não há “enrolação”.
Pontos Fracos: O que poderia ser melhor?
Licença Poética Excessiva: Para criar drama, a série foca muito na rivalidade com Addie Munroe (baseada na figura real de Annie Turnbo Malone). Na vida real, a história foi um pouco diferente, e a série acaba vilanizando Addie de uma forma quase caricata.
Estética “Moderna”: Algumas sequências de fantasia (como cenas de luta de boxe imaginárias para representar conflitos de negócios) podem parecer um pouco deslocadas para quem prefere um drama de época mais tradicional e realista.
Vale a pena?
Com certeza. Embora a série tome liberdades criativas que podem incomodar historiadores puristas, o “coração” da história está lá. É uma lição de marketing, vendas e, acima de tudo, sobre acreditar em uma ideia quando ninguém mais acredita.
É impossível terminar o último episódio sem se sentir inspirado pela audácia de uma mulher que, em 1910, disse: “Eu vou construir minha própria fábrica”.







