O repertório é o mesmo da primeira temporada, realizada em novembro de 2023 no Teatro Sesc Glória. Após o sucesso de público, os 16 cantores cegos voltam a interpretar canções que representam comunidades quilombolas e indígenas, culturas do boi, bata do feijão, colheitas da cana-de-açúcar e do café e o congo do Espírito Santo.
As atividades da Orquestra Brasileira de Cantores Cegos em 2024 têm o patrocínio da Rede Itaú por meio da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), e a realização do Ministério da Cultura Governo Federal e da Associação Sociedade Cultura e Arte (SOCA) em parceria com a Cia Poéticas da Cena Contemporânea.
Os interessados em acompanhar as novidades sobre o projeto, bem como a rotina dos ensaios e as datas das apresentações, podem seguir o trabalho nas redes sociais (Instagram: @orquestra.br.decantorescegos / Youtube: @OrquestraBrdeCantoresCegos).
Pesquisa e experimentação: interface entre Artes Cênicas e Canto Coral
Os arranjos de Tarita de Souza para voz, piano e percussão corporal trazem a marca do hibridismo entre popular e erudito típico de uma tradição instrumental brasileira representada por nomes como Guerra Peixe e Villa Lobos.
O maestro Thomas Davison, aceitando o desafio de reger pessoas que não enxergam as suas mãos, utiliza-se de estalos de dedos, palmas, batidas dos pés no chão e movimentos que lembram um bailarino brincante, contribuindo para a estética do movimento que o espetáculo apresenta.
A Orquestra Brasileira de Cantores Cegos conta também com os atores da Cia Poéticas da Cena Contemporânea que, dividindo o palco com os cantores cegos, auxiliam em seus deslocamentos, imprimindo performatividade e dramaticidade nas cenas.
Repertório: diversidade e brasilidade
Os cantores cegos são arautos de cantigas garimpadas em diversos estados, de Norte ao Sul do país, passando por ritmos e culturas diferentes, entre eles, o congo do Espírito Santo, o Coco de Tebei de Pernambuco e a Bata do Feijão do Maranhão.
Estão também representados a comunidade quilombola Kalunga de Cavalcante (GO), o povo Mehinako do Alto Xingu (MT), os Guaranis da aldeia Marake’nã residentes do Rio de Janeiro, e territórios de Norte a Sul do país como Angicos (RN) e Santo Antônio da Patrulha (RS); passando por Serra Preta (BA), Vale do Jequitinhonha (MG) e Arapiraca (AL).
Orquestra Brasileira de Cantores Cegos
O grupo foi selecionado em audição acompanhada pelo maestro Thomas Davison. Logo depois, teve início a etapa dos ensaios com o repertório escolhido, dirigida por Rejane Arruda. A temporada de 2024 começa com esse mesmo espetáculo, que foi sucesso de público com três sessões lotadas.
Ainda este ano, a Orquestra Brasileira de Cantores Cegos começa a preparar um novo espetáculo, com um novo repertório, que ainda será divulgado e tem apresentações previstas para o segundo semestre de 2024.
ORQUESTRA BRASILEIRA DE CANTORES CEGOS
Teatro Universitário da Universidade Federal do Espírito Santo – Avenida Fernando Ferrari, 514, Campus Universitário de Goiabeiras, Vitória.






