3 de fevereiro de 2026
terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Projeto NarraPerifa disponibiliza HQ para download gratuito

Está disponível para download gratuito neste link a HQ “NarraPerifa”, com histórias em quadrinhos dos participantes e educadores da Formação em Quadrinhos realizada pelo projeto Narrativas Periféricas. Em suas páginas, o leitor vai se deparar com a diversidade de cores, que vão do colorido ao preto e branco, e também com a variedade de temas como lenda indígena, fé, solidão, luto, resistência feminina e muitos outros.

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O projeto Narrativas Periféricas foi realizado pela Ciclo Escola, com patrocínio da empresa Transportadora Associada de Gás (TAG), viabilizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura Capixaba (LICC), da Secretaria da Cultura (Secult). A iniciativa contou ainda com apoio da Associação Indígena Tupiniquim e Guarani (AITG), do Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo (Iases) e da Secretaria Municipal de Cultura de Vitória.

A coordenadora do projeto, Karlili Trindade, destaca o protagonismo dos jovens que participaram da iniciativa. “A HQ NarraPerifa é um pouquinho da narrativa de cada aluno e educador, suas referências, identidades, repertórios, vivências e crenças. Por isso, ficou tão especial. Além do ganho profissional, porque os alunos terminam a formação com uma página publicada, a visibilidade e o reconhecimento são os maiores ganhos. Eles protagonizaram as suas histórias, para quem vem da periferia, isso é valoroso demais.”

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A ilustradora Stefany Vitória afirma que o projeto contribuiu para que ela se sentisse motivada a permanecer no mundo da arte não somente aprimorando conhecimento, mas também em termos de infraestrutura. “Ganhamos vários materiais e isso foi importante. O projeto foi sensacional, muito plural, com jovens de realidades diferentes. Me senti acolhida em um ambiente com tanta gente igual a mim, mas ao mesmo tempo tão diferente. No trabalho que publiquei na HQ falei de algo que me incomoda, que é a desigualdade social, como é difícil para o trabalhador conquistar algo”, comenta.

Websérie

Todo o processo de execução do projeto foi registrado em uma websérie de quatro episódios que será lançada em breve na TVE. A produção audiovisual conta depoimentos de todas pessoas envolvidas no NarraPerifa, como alunos da Formação em Quadrinhos, instrutores que participaram da Formação, artistas que pintaram painéis de grafitti nas gibitecas das unidades socioeducativas, fotógrafos, mãe de aluno e muitos outros.

“A série é a janela pela qual o público vai conhecer o projeto. Conseguimos mostrar a potência do projeto, a riqueza de detalhes, a diversidade de identidades e a sensibilidade do nosso trabalho. O cuidado e responsabilidade que temos com o desenvolvimento de um projeto cultural e com os sonhos desses jovens que participaram. Não há como não se emocionar assistindo, está linda e emocionante!”, diz Karlili.

A websérie foi produzida por Judeu Mark, que classifica a experiência com libertadora. “Foi incrível produzir uma websérie. Para mim, é muito confortável de se produzir, pois diz muito da minha vivência na HQ, de periferia, de meninos e meninas que estão no cárcere”, afirma. Ele destaca, ainda, a importância de abarcar, na websérie, as diversas experiências das pessoas com o projeto. “A gente foi bem feliz em trabalhar a narrativa de todos como protagonistas. A gente conseguiu passar ali o que realmente foi o projeto”, comemora.

 

Histórico

O Narrativas Periféricas teve início com uma Formação em Quadrinhos, realizada em outubro para as juventudes indígena, negra, periférica e da comunidade LGBTQIA+. Um grupo de participantes da formação foi selecionado para ministrar oficinas de quadrinhos nas Unidades Socioeducativas do Espírito Santo. Cada um recebeu uma bolsa no valor de R$ 1,2 mil para atuar como educador. Também foi selecionada uma participante indígena para dar a oficina na Associação Indígena Tupiniquim e Guarani, na aldeia Caieiras Velha, em Aracruz.

No início de dezembro, o Narrativas Periféricas realizou a entrega de 14 gibitecas nas Unidades Socioeducativas do Espírito Santo, possibilitando aos socioeducandos o acesso à leitura de quadrinhos, mangás, graphic novels, fanzines e cordéis, entre outras produções do universo geek.

A construção das gibitecas envolveu a aquisição de 60 almofadas e pufes, como parte do mobiliário, 163 metros de tatame, 3.600 exemplares para os acervos, além de 450 m² de área grafitada, já que cada gibiteca conta com painéis em grafite assinados por um time de 12 artistas: Karen Valentin, Starley Bonfim, Luhan Gaba, Fredone, ED Brown, Nico, Fel, Thiago Balbino, Camaleão, Jotta, Rudinho e Menoon. Nas unidades de semiliberdade foram realizadas oficinas de grafite para criar os painéis. Em homenagem aos artistas, as gibitecas recebem o nome de cada um.

O acervo das gibitecas é composto por exemplares doados durante a campanha realizada em Vitória, Cachoeiro de Itapemirim e Linhares, além de exemplares comprados em sebos, editoras e diretamente com autores negros e periféricos. A proposta é que os jovens, que cumprem medida socioeducativa e representam um recorte específico da periferia, possam entrar em contato com obras de artistas que também são periféricos, estimulando seu engajamento no universo geek a partir da identificação de seus pares.

*Com informações da Secult

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