Nos últimos anos, o Brasil registrou vários casos de raiva humana, com diferentes fontes de transmissão, incluindo morcegos, primatas, raposas, felinos e bovinos.
Trata-se de uma enfermidade grave que, uma vez manifestados os sintomas, é fatal para o paciente, exigindo portanto grande atenção e medidas preventivas.
A vacinação dos animais de estimação constitui uma das principais formas de prevenir a raiva. Dessa maneira, tanto os pets quanto seus tutores ficam resguardados, pois os animais infectados também podem transmitir o vírus aos humanos, além de correrem risco de vida.
O que é a raiva?
A raiva é uma zoonose provocada por um vírus do gênero Lyssavirus, que se multiplica no sistema nervoso. Presente em diversos países, ela está amplamente distribuída entre mamíferos, especialmente em animais silvestres como saguis e morcegos, animais de produção e, eventualmente, no meio urbano.
Após a contaminação, o vírus se espalha pelos nervos até alcançar o cérebro, onde desencadeia sinais neurológicos graves.
É uma doença de letalidade extremamente alta. Com o início dos sinais clínicos, não existe tratamento eficaz e a evolução é quase sempre fatal. Por isso, a vacinação e o tratamento imediato pós-exposição são as principais formas de prevenção.
Como a raiva é transmitida?
A transmissão acontece principalmente pela saliva de animais infectados, por meio de mordidas, arranhões ou contato com a pele lesionada.
Atualmente, no Brasil, os morcegos são os principais transmissores da doença, que também pode ser propagada por outros animais selvagens, como saguis e raposas.
Como funciona a vacina da raiva?
A vacina antirrábica atua estimulando o sistema imunológico a produzir anticorpos contra o vírus da raiva. A primeira dose deve ser aplicada por um médico-veterinário, geralmente a partir das 12 semanas de vida. Após a dose inicial, a revacinação deve ser anual ou semestral, dependendo do risco de exposição do animal, para assegurar a proteção contínua do cão ou gato.
Mesmo com a vacinação em dia, se o pet for exposto a uma situação de risco, como contato direto com morcegos, mordida de saguis ou interação com animais que apresentem sintomas suspeitos, é fundamental consultar o veterinário imediatamente. Ele avaliará a necessidade de um protocolo pós-exposição para garantir a segurança do animal e da família.
Por que vacinar seu pet mesmo que ele não tenha acesso à rua?
Mesmo que o cão ou gato não tenha acesso à rua, sempre há a possibilidade de fugas ou contato com outros animais dentro do próprio lar. Por exemplo, morcegos podem adentrar quintais ou ambientes internos por frestas em portas, janelas ou sacadas, morder o pet e transmitir o vírus.
Quando vacinados de maneira adequada, os animais permanecem protegidos, mesmo que eventualmente tenham contato com outros animais infectados sem supervisão.
A vacina pode ter efeitos colaterais?
Após a aplicação da vacina, é possível que o pet apresente reações leves, como:
- Sonolência
- Inchaço ou dor no local da aplicação
- Falta de apetite
Esses sinais costumam desaparecer em cerca de 48 horas.
Caso os sintomas sejam mais intensos ou venham acompanhados de febre alta ou vômitos, é importante retornar ao veterinário imediatamente. No entanto, reações mais severas são bastante raras.






