Ter um animal de estimação em casa vai além de oferecer companhia. Pesquisas atuais demonstram que crianças que têm contato com pets desde a primeira infância costumam formar um sistema imunológico mais robusto, apresentando menor propensão a desenvolver doenças alérgicas e respiratórias.
Uma investigação divulgada na revista científica Pediatrics mostrou que bebês que convivem com cães durante seu primeiro ano de vida registram menor ocorrência de infecções respiratórias e necessitam de menos tratamentos com antibióticos.
Outros trabalhos, como os publicados no Journal of Allergy and Clinical Immunology, igualmente indicam que a exposição a animais nos primeiros anos pode diminuir a probabilidade de surgimento de alergias.
Como os pets fortalecem a imunidade
Esse fenômeno acontece porque os microrganismos presentes no ambiente dos animais auxiliam a treinar as defesas naturais do corpo. Especialistas esclarecem que a interação com cães e gatos colabora para “educar” o sistema imunológico, deixando-o mais apto a enfrentar agentes externos.
O efeito está relacionado à conhecida “hipótese da higiene”, que propõe que ambientes extremamente limpos podem prejudicar o amadurecimento das defesas do organismo.
Vantagens que vão além da saúde física
Além da proteção contra enfermidades, a convivência com animais de estimação também gera impactos favoráveis no desenvolvimento emocional e social dos pequenos. Entre os principais benefícios identificados estão:
- Redução do risco de alergias e asma
- Estímulo ao sistema imunológico
- Maior contato com microrganismos benéficos
- Benefícios emocionais e sociais
Cuidados ainda são necessários
Apesar das vantagens, a interação deve ser acompanhada de precauções básicas, como manter a vacinação dos animais em dia, garantir a higiene apropriada e fazer o acompanhamento veterinário regular. O contato com o pet precisa ser saudável e fundamentado na prevenção.
O infectologista pediátrico Victor Horácio de Souza Costa Júnior, do Hospital Pequeno Príncipe, faz um alerta:
“A visita ao veterinário deve ocorrer de dois a três meses, além de realizar a aplicação de vacinas, vermífugos e antipulgas para evitar a disseminação de qualquer doença”.
O médico também orienta que certos excessos devem ser evitados, como permitir que o animal durma na mesma cama ou lamba o rosto da criança. “A interação de crianças pequenas com os animais deve ser supervisionada e orientada pelos pais, irmãos mais velhos e demais familiares”, conclui.







