As gravações devem ser armazenadas por no mínimo uma semana, permitindo que os tutores as consultem mediante solicitação.
Apesar de valer apenas para a capital do Rio Grande do Sul, o assunto já repercute em outras regiões do estado e estimula debates sobre o bem-estar dos animais, a responsabilidade profissional e a segurança dos serviços oferecidos.
A veterinária Dileusa Alves vê a nova legislação como um avanço importante. Para ela, a obrigatoriedade ajuda tanto na proteção dos pets quanto na tranquilidade de seus donos.
“Acredito que muitos profissionais adotarão essa medida, e vejo isso com bons olhos, já que os tutores têm o direito de saber como seus animais são recebidos e cuidados”, afirma.
Segundo a especialista, as câmeras funcionam como uma ferramenta preventiva, que desencoraja possíveis maus-tratos e traz transparência ao trabalho realizado.
A lei determina que os estabelecimentos de banho e tosa mantenham os equipamentos de vigilância ligados durante todo o atendimento, garantindo a filmagem completa do processo. A medida surge após discussões sobre casos de crueldade ocorridos em várias partes do país, destacando a necessidade de maior fiscalização.
Especialistas ressaltam que a regra também protege os próprios estabelecimentos, já que os vídeos podem servir como prova em situações de dúvida ou reclamações sobre o serviço.
Para Dileusa Alves, a expectativa é que a prática ultrapasse os limites da capital e seja adotada voluntariamente por clínicas e pet shops em outras cidades. “Além de proteger o bem-estar dos animais, as câmeras fortalecem a confiança entre os profissionais e os tutores”, destaca.
O principal objetivo da nova regulamentação é garantir mais proteção aos animais de estimação, promovendo um serviço mais ético e transparente, alinhado com a crescente demanda da sociedade por cuidado e respeito com os pets.







