Cientistas anunciaram a descoberta de uma espécie de dinossauro até então desconhecida, cujas características físicas desafiam o que sabíamos sobre a aparência desses répteis pré-históricos. O Haolong dongi, um iguanodontiano que viveu há cerca de 125 milhões de anos, foi encontrado com um nível de preservação tão impressionante que permitiu a análise de suas células de pele.
O Que Torna Essa Descoberta Única?
Diferente de outros achados, este fóssil juvenil não preservou apenas ossos, mas também tecidos moles. Através de tomografias de alta tecnologia e análises histológicas, os pesquisadores identificaram estruturas cutâneas inéditas: espinhos ocos.
Estrutura Inédita: Ao contrário de chifres ou placas ósseas sólidas, esses espinhos eram formações cutâneas leves e vazias.
Continua após a publicidadeHomenagem: O nome da espécie celebra o renomado paleontólogo Dong Zhiming, figura central na paleontologia chinesa.
Para Que Serviam Esses Espinhos?
Embora a função exata ainda seja debatida, a equipe liderada pelo CNRS levantou as principais hipóteses:
Defesa: Atuar como um mecanismo de dissuasão contra predadores.
Termorregulação: Ajudar o animal a controlar a temperatura corporal.
Capacidade Sensorial: Funcionar como “sensores” para perceber mudanças no ambiente ao redor.
Por que isso importa?
A descoberta, publicada na Nature Ecology & Evolution, prova que a diversidade da pele dos dinossauros era muito maior do que se imaginava. Como o exemplar encontrado é um indivíduo jovem, os cientistas agora buscam entender se esses espinhos permaneciam nos adultos ou se eram uma característica exclusiva da fase de crescimento para proteção extra.






