15 de fevereiro de 2026
domingo, 15 de fevereiro de 2026

Como desengasgar um cachorro e evitar riscos de morte

Um episódio de engasgo em cães pode surgir de repente e evoluir rapidamente para falta de ar, representando risco de vida. Para evitar que a situação se agrave, é fundamental que os tutores identifiquem os sinais de obstrução das vias respiratórias, já que a agilidade é crucial nesses casos. Segundo o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), sintomas como dificuldade extrema para respirar, salivação excessiva, mucosas arroxeadas e desmaios indicam uma emergência que exige socorro imediato.

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No entanto, antes de qualquer medida, é preciso distinguir entre engasgo e tosse. Seguindo as diretrizes de primeiros socorros divulgadas pelos conselhos regionais, animais que ainda tossem podem estar tentando expelir o objeto naturalmente. Uma intervenção inadequada na boca do pet pode empurrar o item ainda mais fundo na traqueia.

Em casos de obstrução total, quando o animal não consegue respirar, pode ser necessário fazer compressões na região abdominal, semelhantes à manobra de Heimlich, mas adaptada para cães. Materiais de instrução de emergência, incluindo os do CFMV, alertam que a força deve ser aplicada de forma firme, porém controlada, para evitar fraturas ou lesões nos órgãos internos.

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Mesmo que o objeto seja removido ou expelido, uma avaliação veterinária continua sendo essencial, pois pequenos ferimentos durante o desengasgo podem causar inflamações. Também há risco de inalação de fragmentos, o que pode comprometer o sistema respiratório.

De acordo com manuais educativos, a consulta com um veterinário após o incidente é etapa obrigatória. Sem esse cuidado, podem surgir complicações respiratórias não aparentes, aumentando o risco para o animal nas horas seguintes ao engasgo.

A importância da prevenção

Além da resposta rápida do tutor e do suporte profissional, a prevenção é a melhor estratégia. O CFMV adverte que muitos casos estão relacionados à oferta de ossos naturais, brinquedos muito pequenos ou à ingestão apressada de comida. Esses fatores podem ser controlados com atenção e supervisão durante as refeições.

Confira um roteiro básico de ações ao suspeitar que um cão está engasgado:

  • Observar sinais respiratórios graves, conforme orienta o CFMV.
  • Verificar, visualmente pela boca do animal, se há algum objeto, mas sem colocar a mão profundamente na garganta.
  • Deixar que o cachorro tussa se ainda conseguir respirar.
  • Aplicar compressões abdominais apenas em situações de obstrução total.
  • Levar o pet imediatamente a um veterinário, mesmo que pareça melhorar.

Conhecer esses passos pode ser decisivo em uma emergência, mas é importante lembrar que nenhuma recomendação substitui o cuidado especializado. Agir com rapidez e buscar atendimento de urgência é a combinação mais segura para proteger a saúde do animal.

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