Planejar cada refeição e a forma como será servida é uma prática comum na nutrição humana. Para os animais de estimação, a situação é semelhante, já que sua rotina também é definida pela alimentação.
Quando a casa fica mais tranquila e o silêncio predomina, cães e gatos naturalmente entram em estado de repouso, seguindo seu ciclo circadiano. Esse ritmo biológico regula o comportamento, o gasto de energia e a digestão.
Nessa fase, o corpo direciona mais energia para funções internas. A noite é o período em que ocorrem processos vitais como regeneração celular, reparo de tecidos, conservação das articulações, ajuste digestivo e estabilização emocional após os eventos do dia.
Horário ideal para a última refeição
Para que o organismo funcione de maneira equilibrada, recomenda-se que a última alimentação do animal não ocorra tarde da noite. Cães, que geralmente fazem duas refeições ao dia, devem receber a última no início da noite. Já os gatos, que costumam se alimentar em pequenas porções ao longo do dia, devem ter sua última porção oferecida até o meio da noite.
Ambiente adequado para a refeição
Outra recomendação é servir o jantar em um local calmo, previsível e sem distrações. Essa prática ajuda a reduzir a ansiedade, facilita a digestão e reforça a sensação de segurança.
Animais que se alimentam em áreas agitadas, com ruídos ou muita movimentação podem comer rápido demais, ingerir menos comida ou até demonstrar comportamentos ligados à insegurança alimentar. Por outro lado, uma rotina tranquila e regular estimula o apetite e contribui para noites mais estáveis, como explica a médica-veterinária Bruna Isabel Tanabe, da Pet Nutrition.
Além das escolhas relacionadas à comida, o ritual do jantar inclui outros cuidados que impactam positivamente o dia a dia.
Respeitar o ritmo do pet, evitar estímulos excessivos no ambiente, oferecer a refeição sempre no mesmo horário e garantir água fresca são ações que promovem previsibilidade – um fator crucial para o equilíbrio emocional de cães e gatos, conforme destaca Bruna.
Observação pós-refeição
Também é fundamental observar o comportamento do animal após o jantar. Agitação, recusa de comida, mal-estar ou consumo muito acelerado podem indicar a necessidade de ajustes, seja no manejo, na textura ou na temperatura do alimento.
Quando o tutor considera o ciclo biológico, o ambiente, o tipo de comida e a forma como ela é oferecida, o jantar deixa de ser apenas uma refeição e se torna um momento diário de atenção. É uma combinação de cuidado, rotina e carinho que favorece noites mais tranquilas e uma convivência ainda mais harmoniosa entre pets e seus tutores.







