O BRICS poderá liberar um novo financiamento para o Brasil em um futuro próximo. Recentemente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Senado Federal uma solicitação de autorização para realizar uma operação de crédito com o New Development Bank (NDB), instituição financeira também chamada de “Banco do BRICS”.
Conforme a documentação, os R$ 20 bilhões almejados pelo governo federal serão aplicados para custear parte de um projeto do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. Os recursos estão previstos para os Fundos de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Centro-Oeste (FDCO) e do Nordeste (FDNE).
Desde o começo do mandato atual de Lula, o Brasil já captou cerca de R$ 20 bilhões em financiamentos com a entidade presidida pela ex-presidente Dilma Rousseff. Desse total, R$ 5 bilhões referem-se a um empréstimo contratado diretamente pela União ainda no mesmo ano.
Pouco tempo depois, mais R$ 8,5 bilhões foram aprovados. Em 2024, outro financiamento, de aproximadamente R$ 5,7 bilhões, recebeu autorização. Esses valores foram utilizados para fomentar políticas públicas, ajudar na recuperação econômica, sustentar projetos de cunho sustentável e reconstruir o Rio Grande do Sul afetado pelas enchentes.
Novo empréstimo depende de aval do Senado
Para que os recursos, por assim dizer, ingressem nos cofres nacionais, é imprescindível a autorização do Senado Federal. Essa é a determinação do regimento para operações de crédito externo celebradas pela União.
Os financiamentos realizados com o New Development Bank estabelecem o pagamento ao longo de diversos anos, com cobrança de juros sobre o saldo devedor. Parte dessas operações é conduzida por bancos públicos ou direcionada a estados e iniciativas específicas, frequentemente com garantia do governo federal.
Fundado em 2015 pelas nações do grupo, incluindo o Brasil, o NDB, conhecido como Banco do BRICS, tem como objetivo financiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável no bloco.







