O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na segunda-feira, 9, que seu governo avalia assumir o controle do Estreito de Ormuz.
Trump teria dito que o Estreito – uma das rotas energéticas mais importantes do mundo, por onde passa cerca de um quinto do petróleo embarcado globalmente – segue aberto, mas que a Casa Branca ainda estuda a possibilidade de comandá-lo.
Desde o início das tensões com o Irã, os preços do petróleo subiram expressivamente, oscilando perto dos cem dólares por barril.
O conselheiro econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, revelou na sexta-feira, 6, às redes CNBC e Bloomberg Television, que as Forças Armadas dos Estados Unidos preparam um plano para garantir a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz.
No entanto, ele não quis especificar prazos para a iniciativa.
A circulação pela via marítima praticamente paralisou depois que o Irã atacou ao menos cinco embarcações, permitindo apenas a passagem de um número reduzido de petroleiros e bloqueando uma rota crucial, responsável por cerca de 20% do fornecimento mundial de petróleo e gás natural liquefeito.
Declarações e Ataques Recentes
Em 2 de março, uma alta autoridade da Guarda Revolucionária Iraniana declarou o fechamento do Estreito de Ormuz e advertiu que o Irã atacaria qualquer navio que tentasse atravessá-lo.
No dia 7 de março, a Guarda Revolucionária informou pela mídia estatal iraniana que havia atingido um petroleiro com bandeira das Ilhas Marshall no Estreito de Ormuz, em mais um ataque recente.
A UKMTO, a operação comercial marítima do Reino Unido, registrou vários incidentes contra navios na área desde 1º de março, incluindo um petroleiro perto do Kuwait e um porta-contêineres no próprio Estreito.
Trump declarou que a Marinha norte-americana poderia escoltar petroleiros na região e determinou que a Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos EUA ofereça seguro contra riscos políticos e garantias financeiras para operações no Golfo – ainda que empresas do setor e especialistas questionem a eficácia da medida.







