A China avança em seus planos para alcançar um marco na corrida espacial: levar seres humanos à Lua antes do fim desta década. Para isso, o país concentra esforços no aprimoramento de sua frota de veículos espaciais e na expansão da infraestrutura de lançamento necessária.
- A China pretende enviar astronautas à Lua até 2030, usando o foguete Longa Marcha-10, a espaçonave Mengzhou e o módulo de pouso Lanyue.
- O Centro de Lançamento de Wenchang, em Hainan, passará por uma expansão para dar suporte às operações lunares.
- Para 2026, estão previstas três missões à estação espacial: duas tripuladas e uma de transporte de suprimentos.
- Em 2025, China e Paquistão firmaram um acordo para identificar e preparar candidatos paquistaneses a astronautas.
Os preparativos para essa empreitada incluem o desenvolvimento de componentes essenciais, como o foguete Longa Marcha-10, a cápsula tripulada Mengzhou e o módulo de pouso Lanyue. Segundo relatórios das autoridades espaciais, os testes desses sistemas complexos seguem conforme o planejado.
Diversas fases de verificação já foram concluídas, incluindo avaliações de segurança para a cápsula Mengzhou, testes de propulsão para o foguete e simulações que replicam as operações de pouso e decolagem na superfície lunar. Ensaios de validação em condições de baixa altitude também fazem parte dessa etapa de desenvolvimento tecnológico.
Paralelamente, o país investe na modernização de sua base de operações. A previsão é finalizar novas instalações e equipamentos no Centro de Lançamento Espacial de Wenchang, em Hainan, além de implantar sistemas de suporte em terra dedicados às missões lunares.
Novas missões na estação espacial
Enquanto os preparativos lunares avançam, a China mantém a operação de sua estação espacial em órbita. A agência de voos tripulados divulgou a agenda para 2026, que inclui duas expedições com equipes humanas e uma missão de carga.
Segundo declarações oficiais, a estação espacial funciona de forma estável desde que entrou na fase dedicada à pesquisa científica e tecnológica.
Entre os experimentos planejados está um que pretende manter um astronauta em órbita por cerca de um ano, como parte da missão Shenzhou-23. O objetivo é estudar os efeitos de longos períodos no ambiente espacial.
Há ainda a possibilidade de um astronauta de Hong Kong ou Macau integrar uma das tripulações com destino à estação ainda este ano.
Experiência acumulada
O programa de voos espaciais tripulados da China construiu uma trajetória sólida com uma série de missões recentes. Desde o início das operações regulares da estação, o país realizou seis missões com astronautas, quatro voos de reabastecimento e sete retornos bem-sucedidos de cápsulas à Terra.
Durante essas atividades, os tripulantes fizeram treze saídas ao espaço, executando tarefas de manutenção externa e movimentação de instrumentos científicos.
Uma dessas atividades extraveiculares estabeleceu um recorde mundial pela maior duração de uma caminhada espacial contínua em uma única missão.
Cooperação internacional
A iniciativa espacial chinesa também abre espaço para colaborações com outros países. Um exemplo recente é o acordo firmado com o Paquistão em 2025, focado na seleção e no treinamento de astronautas.
Conforme comunicado pela agência espacial chinesa, está prevista a participação de um astronauta paquistanês em uma missão de curta duração na estação orbital, atuando como especialista em experimentos científicos relacionados à carga útil.
O governo chinês reitera que sua política para o espaço exterior tem como princípio fomentar a cooperação internacional, baseada no uso pacífico do cosmos e na troca de descobertas científicas.







