O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou o BRICS como uma possível alternativa ao G20 no cenário econômico mundial. A proposta foi feita na Índia, ao final de uma visita oficial.
O mandatário brasileiro argumentou que o fortalecimento do bloco oferece um contraponto à predominância das grandes potências. Ele destacou que se trata de uma coalizão robusta, que reúne quase metade da população global e do Produto Interno Bruto mundial.
Atualmente, o BRICS é integrado por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã.
Preocupações dos Estados Unidos
Lula reconheceu que os Estados Unidos veem o bloco com ressalvas, preocupações que, na sua avaliação, estão mais voltadas para a China e sua influência dentro do grupo. Ele afirmou que o objetivo não é criar uma nova rivalidade bipolar, mas consolidar a aliança. O presidente sugeriu que, no futuro, esse grupo consolidado poderia se integrar ao G20 ou até se tornar seu principal fórum.
Contexto de tensões comerciais
As declarações ocorrem em um momento de atritos comerciais internacionais, marcado pela imposição de tarifas unilaterais de 10% pelo governo de Donald Trump. Lula afirmou que o Brasil pretende servir de exemplo ao mundo no reforço do multilateralismo, especialmente após essas medidas. A ideia é mostrar que a união dá mais força para superar desafios comuns.
Articulação entre nações do Sul Global
O presidente também defendeu uma cooperação mais estreita entre os países do Sul Global. Segundo ele, nações como Índia, Brasil e Austrália costumam sair em desvantagem quando negociam isoladamente com uma superpotência. Por compartilharem problemas e interesses similares, a união se torna uma necessidade estratégica para alcançar melhores resultados.







