O presidente iraniano Masoud Pezeshkian pediu desculpas às nações árabes do Golfo em um discurso no último sábado (7). Ele declarou que o Irã interromperia suas ações ofensivas contra os países vizinhos, a menos que sofresse agressões a partir desses territórios.
Em pronunciamento transmitido pela televisão estatal, o mandatário afirmou: “Peço minhas desculpas pessoalmente aos países vizinhos que sofreram ataques do Irã”.
Pezeshkian acrescentou: “Não temos qualquer intenção de atacar nações vizinhas. Como já disse várias vezes, eles são nossos irmãos”.
O presidente também mencionou que o conselho de liderança tripartite que governa o país provisoriamente “ordenou às forças armadas que, de agora em diante, não agridam os países vizinhos nem disparem mísseis, exceto se esses países quiserem nos atacar a partir de seu território”.
“Acredito que devemos resolver esta questão por meio da diplomacia, em vez de travar conflitos e criar problemas com os países da região”, declarou.
Ele conclamou os Estados do Golfo a não se tornarem “instrumentos nas mãos do imperialismo”, advertindo-os para que evitem atacar o território iraniano.
A efetividade imediata do anúncio presidencial permanece incerta. Após o discurso, interceptações aéreas continuaram sobre os Emirados Árabes Unidos e alarmes foram acionados no Bahrein.
Este cenário surge após uma semana de bombardeios praticamente ininterruptos do Irã contra seus vizinhos do Golfo, o que levou ao fechamento do espaço aéreo regional e fez viajantes deixarem o Oriente Médio.
Contexto dos eventos no Oriente Médio
Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma série de ataques contra o Irã, em meio a crescentes tensões relacionadas ao programa nuclear iraniano.
O regime dos aiatolás começou a retaliar contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, como:
- Emirados Árabes Unidos
- Catar
- Bahrein
- Kuwait
- Jordânia
- Iraque
No domingo, a mídia oficial iraniana informou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas dos ataques conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel.
Após a divulgação da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais intensa” de sua história. O presidente Pezeshkian afirmou que o país considera a retaliação pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos um “direito e dever legítimo”.
Em resposta, Trump advertiu o Irã contra ações retaliatórias, declarando: “É melhor que não o façam, porque se o fizerem, nós os atingiremos com uma força jamais vista”. As hostilidades entre as partes continuaram ao longo do domingo.







