Irã destrói principais radares americanos no Oriente Médio

De acordo com o Wall Street Journal, a CNN e o The New York Times, o Irã neutralizou os principais radares dos Estados Unidos no Oriente Médio, confirmando alegações anteriores de Teerã. Especialistas afirmam que a ação cegou o sistema americano de defesa contra mísseis e drones, que o Irã vem empregando desde o final de fevereiro.

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O Wall Street Journal revelou que os Estados Unidos correm para repor o radar do sistema antimíssil THAAD na Jordânia, danificado em um ataque iraniano, segundo uma fonte do Departamento de Defesa americano.

O jornal financeiro destacou a urgência em substituir esse componente vital do sistema de defesa, atingido por um drone.

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Uma avaliação semelhante foi publicada pelo The New York Times. Analistas dizem que os radares destruídos formavam o núcleo essencial do sistema de Defesa contra Mísseis Balísticos dos EUA na região.

Dois radares do modelo AN/TPY-2 foram eliminados: um na Base Muwaffaq Salti, na Jordânia, e outro na Base Aérea Al Ruwais, nos Emirados Árabes Unidos. Imagens de satélite da Airbus confirmaram os danos ao equipamento em Salti.

Cada unidade desse radar custa mais de um bilhão de dólares, com uma produção máxima de uma ou duas por ano. Outros radares americanos, do tipo AN/FPS-132, também foram destruídos ou severamente danificados.

Radar THAAD Carbonizado

A CNN confirmou que bases de interceptores norte-americanas foram atacadas na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos. A emissora exibiu uma imagem de satélite de 2 de março de 2026, da Airbus, que mostra os destroços ao redor de um radar THAAD carbonizado na Base Aérea jordaniana de Muwaffaq Salti.

O radar é peça fundamental para o complexo sistema de interceptação de mísseis, usado para abater mísseis balísticos em trajetória. Os Estados Unidos operam oito baterias THAAD, os Emirados Árabes Unidos têm duas e a Arábia Saudita, uma. A CNN ressaltou que o radar destruído fica a mais de 800 quilômetros do território iraniano.

A imagem revela um par de crateras de quatro metros na areia próxima ao radar, sugerindo que podem ter sido necessárias múltiplas tentativas para acertar o sistema, distribuído em cinco reboques de doze metros. Todos pareciam destruídos ou com avarias graves.

O radar e a bateria THAAD estavam em Muwaffaq desde pelo menos meados de fevereiro e parecem ter sido alvejados em 1º ou 2 de março. A base funcionava como um centro de operações para os Estados Unidos. Em fotos de satélite anteriores ao conflito, mais de cinquenta caças eram visíveis na pista, junto com drones e aeronaves de transporte. Dezenas de hangares provavelmente abrigavam mais aviões, escondidos da visão dos satélites.

Mais Equipamentos Destruídos

Segundo a CNN, aquele pode não ter sido o único radar THAAD atingido nos primeiros dias da guerra com o Irã. Pelo menos três edifícios em uma instalação militar perto de Ruwais e quatro em uma instalação em Sader, ambas nos Emirados Árabes Unidos, foram danificados entre 28 de fevereiro e 1º de março. Galpões usados para armazenar sistemas de radar para baterias THAAD nesses dois locais estavam entre as estruturas atingidas.

A CNN identificou que esses dois locais abrigavam baterias e radares THAAD com base na análise de imagens de satélite que mostravam sua presença em Sader e Ruwais desde 2016 e 2018, respectivamente. Nas imagens, componentes dos sistemas de radar aparecem regularmente do lado de fora dos galpões de veículos.

NR Jenzen-Jones, especialista em munições e diretor da empresa de pesquisa Armament Research Services, considerou a perda significativa.

Ele declarou que o radar AN/TPY-2 é essencialmente o coração da bateria THAAD, permitindo o lançamento de mísseis interceptores e contribuindo para uma imagem de defesa aérea integrada. Além disso, é um equipamento extremamente caro. A perda de uma única unidade seria um evento operacionalmente relevante. É provável que uma unidade substituta tenha que ser realocada de outro local, demandando tempo e esforço.

Jenzen-Jones afirmou que o THAAD possui uma ampla zona de engajamento, podendo proteger uma vasta área. No entanto, também precisa ser integrado a outros sistemas de defesa, como o Patriot, para garantir cobertura adequada contra diferentes ameaças e fornecer alguma proteção à própria bateria.

O F-15 em Queda Livre

A cena de um caça F-15 americano despencando em queda livre, após ser atingido, simbolizou o colapso da pretensão de impunemente instaurar uma “guerra desde os céus” contra o Irã pelo Eixo EUA-Israel-Trump-Netanyahu. Isso se seguiu ao assassinato com mísseis do líder Ali Khamenei, em uma agressão ilegal, imoral e não provocada, desencadeada após uma década de sanções brutais.

Posteriormente, soube-se que não foi um, mas pelo menos três F-15s que caíram, sendo questionável se foi por “fogo amigo” ou pela ação iraniana com mísseis e drones, como alegou Teerã. Mesmo que tenha sido “fogo amigo”, ocorreu diante da incapacidade de lidar com a saturação das defesas por enxurradas de drones e mísseis.

Dessa forma, o massacre intentado contra o povo iraniano e sua revolução não está sendo a tarefa fácil com a qual sonhavam Trump, Netanyahu, Rubio e Hegseth. Em vez disso, o Irã reage com novas ondas de sua operação Promessa Verdadeira 4, lançando uma chuva de mísseis e drones sobre as bases dos EUA no Oriente Médio e no enclave de apartheid e fascismo conhecido como Israel.

A Guarda Revolucionária Islâmica também anunciou que repeliu o porta-aviões Abraham Lincoln, forçando-o a se retirar em direção ao Oceano Índico, a mil quilômetros de distância, após uma saraivada de mísseis e drones quando tentou se aproximar da costa iraniana. O episódio repete uma fuga similar desse mesmo porta-aviões no ano anterior, diante das costas do Iêmen.

O Estreito de Ormuz, por onde passa 25% do fornecimento mundial de petróleo e gás, está fechado, e mais de mil petroleiros estão ancorados. A agressão americano-israelense já causou uma alta de 10% no preço do barril de petróleo e elevou o custo do gás na Europa. Os preços da gasolina nos Estados Unidos atingiram uma média de 3,41 dólares por galão no sábado, um aumento de 14% em uma semana.

Na primeira semana de agressão, mais de 1300 civis iranianos foram mortos pelo novo Eixo, incluindo 175 crianças de uma escola primária. O líder Trump passou a exigir a “rendição incondicional” do Irã para poder se apoderar do petróleo e nomear um governo vassalo. Trata-se de um “sonho que eles vão levar para o túmulo”, respondeu o presidente Masoud Pezeshkian em discurso televisionado.

Ferraris Contra Bicicletas Elétricas

A intensidade dos combates entre as forças iranianas e os agressores americano-israelenses levantou a preocupação de que, nesse ritmo, Washington e Tel Aviv arriscam ficar sem munição para interceptação, enquanto o Irã, conforme declarou o chefe do Conselho de Segurança, Larajani, “se preparou para uma guerra longa”.

O próprio secretário de Estado Marco Rubio admitiu que, enquanto os iranianos fabricam cem mísseis por mês, além de centenas de drones, a capacidade de produção dos EUA, após um processo de desindustrialização, é de apenas seis ou sete unidades, embora muito caras, como prefere o complexo industrial-militar.

Segundo o Washington Post, a questão também já havia preocupado o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, pois os arsenais estão reduzidos.

O The Economist comparou a tentativa de abater um drone, que custa entre 20 e 50 mil dólares, com um míssil de um a dois milhões de dólares, a usar uma Ferrari para interceptar uma bicicleta elétrica.

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