Guerra no Oriente Médio pressiona temporada da F1

A temporada da Fórmula 1 começa oficialmente nesta quinta-feira, dia 5. A partir das 22h30, no horário de Brasília, os monopostos ocupam o circuito de Melbourne, na Austrália, para o primeiro treino livre de 2026. Equipes e pilotos iniciam o ano sob pressão, marcado pela introdução de um novo pacote de regras.

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As impressões da pré-temporada

Os testes realizados mostraram desempenhos positivos para a Mercedes, que completou muitas voltas com um motor aparentemente confiável, e para a Ferrari, que deixou o Bahrein, local dos testes finais, com o melhor tempo. Embora os tempos cronometrados não revelem tudo, já que as equipes escondem seu verdadeiro potencial, no caso da escuderia italiana eles se somam a outros indícios consistentes de uma temporada promissora.

McLaren e Red Bull também demonstraram otimismo, alimentando a suspeita de que, se ainda não estão na frente, têm todos os elementos para brigar pelo topo do grid. Será justamente em Melbourne que as equipes mostrarão suas forças e eventuais fraquezas. A categoria passa por uma transformação significativa este ano e, apesar da quilometragem acumulada nos testes, algumas equipes e pilotos podem ter dificuldades para equilibrar o sistema de potência híbrido, no qual metade da energia virá de um propulsor térmico e a outra parte, de forma elétrica. A aerodinâmica também pode apresentar desafios com a eliminação do sistema DRS.

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As preocupações além do asfalto

Entretanto, questões externas ao esporte também geram apreensão. Ainda que o foco atual esteja na Austrália, a F1 tem programadas duas corridas em países atualmente envolvidos no conflito do Oriente Médio. Após etapas na China e no Japão, ambas em março, está agendado um Grande Prêmio no Bahrein a partir de 10 de abril, seguido por outro na Arábia Saudita na semana seguinte, começando no dia 17. Essas nações têm sido alvo de ataques e estão imersas no conflito que se alastra pela região.

Para o GP da Austrália, foi necessário fretar três aeronaves para transportar a equipe da Fórmula 1. Contudo, os planos seguem inalterados. Com aproximadamente um mês de antecedência, a categoria ainda não considera cancelar ou adiar os eventos no Oriente Médio. A incerteza, no entanto, permanece no ar, especialmente após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugerir que o país tem planos de prolongar o conflito por até cinco semanas.

Diversos veículos de comunicação israelenses relataram, recentemente, que o exército de Israel projeta continuar os bombardeios ao Irã por “pelo menos” uma ou duas semanas. Mesmo que uma mediação de conflito e um cessar-fogo sejam alcançados, o que parece improvável no momento, uma questão persiste: além da segurança de pilotos e membros das equipes, é apropriado realizar eventos que celebram um espírito de alegria em países que, poucos dias antes, estavam imersos em preocupações profundas de vida ou morte?

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