O conflito no Oriente Médio completa três semanas neste domingo, dia 15, com novos ataques mútuos entre Irã e Israel. A crise começou em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos, em operação conjunta com Israel, atacaram alvos iranianos, mergulhando a região em um estado de turbulência.
Nas primeiras horas da manhã, as Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram em suas redes sociais o lançamento de uma “série extensiva de ataques” contra “infraestruturas do regime terrorista iraniano” no oeste do Irã. Ao mesmo tempo, forças militares iranianas declararam ter enviado drones “potentes” contra centros de segurança e instalações policiais israelenses, ação que justificam como “defesa legítima” de sua população, segundo agências de notícias internacionais.
Posição dos Estados Unidos
Do outro lado do Atlântico, o presidente norte-americano Donald Trump descartou a possibilidade de um acordo para interromper as hostilidades. Em entrevista ao canal NBC News na noite de sábado, Trump afirmou: “O Irã quer um acordo, mas eu não o quero porque os termos ainda não são satisfatórios”. O mandatário não especificou quais são os pontos em discussão ou o que estaria em falta, mas mencionou que o abandono do programa nuclear iraniano está entre as condições esperadas.
Negativa do Irã
Teerã, por sua vez, rejeitou a existência de qualquer conversa sobre trégua, contrariando a sugestão feita por Trump. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse à rede CBS News neste domingo: “Nunca pedimos um cessar-fogo e nunca solicitamos negociações”. Ele argumentou que os primeiros ataques ocorreram mesmo com o governo iraniano aberto ao diálogo. “Estamos preparados para nos defender pelo tempo que for necessário”, declarou Araghchi. “É o que temos feito e continuaremos a fazer até que o presidente Trump perceba que esta é uma guerra ilegal e sem chance de vitória.”
Impacto no Estreito de Ormuz
Em sua entrevista à NBC, Trump também comentou que tem buscado o apoio de diversas nações afetadas pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, ao sul do Irã, para que ajudem a reforçar a segurança local e a retomar a circulação de navios. Essa passagem marítima, saída do Golfo Pérsico, é uma rota crucial para o transporte de petróleo produzido no Oriente Médio, onde estão alguns dos maiores exportadores globais. O bloqueio imposto pelo Irã desde o início do conflito contribuiu para a forte alta nos preços do barril nas últimas semanas. A cotação, que se manteve estável em torno de 70 dólares no ano anterior, já se aproxima da marca de 100 dólares.






