O representante do Irã nas Nações Unidas, Amir Saeid Iravani, informou nesta sexta-feira, dia 6, que o número de vítimas civis no país, em decorrência dos confrontos com Israel e os Estados Unidos, já chega a 1.332 mortos, além de milhares de feridos.
Em declarações a repórteres na sede da ONU, em Nova York, o embaixador afirmou que as ações norte-americanas e israelenses teriam como alvo estruturas civis intencionalmente, enquanto o Irã focou seus ataques em objetivos estritamente militares.
As versões apresentadas pelos Estados Unidos e por Israel contradizem essa afirmação.
Segundo Iravani, o governo iraniano não tem interesse em atacar nações vizinhas e está apurando as acusações de que teria atingido instalações não bélicas.
“Nossa análise preliminar sugere que parte desses incidentes pode ter sido causada por interceptações ou interferências nos sistemas de defesa dos EUA, que possivelmente redirecionaram os alvos militares planejados”, explicou o diplomata.
Posição dos Estados Unidos
Também nesta sexta-feira, o presidente norte-americano, Donald Trump, exigiu uma “rendição incondicional” do Irã e declarou que o novo líder supremo da nação precisa ser “aceitável”, após a morte do aiatolá Ali Khamenei no início do conflito.
Em entrevista à Reuters na quinta-feira, Trump afirmou que deve participar da escolha da futura liderança iraniana.
O embaixador Iravani classificou as palavras do mandatário estadunidense como “uma flagrante violação dos princípios de não ingerência nos assuntos internos, estabelecidos na Carta das Nações Unidas”.
“A escolha dos líderes do Irã ocorrerá estritamente conforme nossos procedimentos constitucionais e pela vontade exclusiva de nosso povo, sem qualquer tipo de intervenção externa”, complementou.
Iniciativas Diplomáticas
Poucas horas após as declarações de Trump, o presidente iraniano comunicou que nações não identificadas haviam iniciado esforços de mediação, representando um dos primeiros indícios de movimentação diplomática para pôr fim aos combates.
Duas fontes oficiais dos Estados Unidos relataram à Reuters que investigadores americanos consideram provável a responsabilidade de suas próprias forças por um aparente ataque a uma escola para meninas no Irã, ocorrido no último sábado, 28, que resultou na morte de dezenas de crianças, embora conclusões definitivas ainda não tenham sido alcançadas.







