A convite do mandatário Lee Jae-myung, o presidente brasileiro assinou dez acordos bilaterais durante sua viagem, abrangendo setores como saúde, agricultura, ciência e tecnologia, empreendedorismo, segurança e minerais estratégicos. O encontro também deu um impulso ao setor produtivo de ambos os países com a realização do Fórum Empresarial Brasil-Coreia, que reuniu centenas de empresas.
Em conversa com a Sputnik Brasil, analistas destacaram as implicações dessa aproximação entre Brasília e Seul para a economia, a tecnologia e a geopolítica. Segundo a especialista Daniela Mazur, o estreitamento de laços entre Brasil e Coreia do Sul não deve ser visto apenas por um viés comercial, mas como parte de uma estratégia externa mais ampla. “Na terceira gestão de Lula, o Brasil tem investido na expansão de sua influência global para além do Ocidente, reconhecendo a multipolaridade como uma característica do cenário internacional atual”, afirmou.
Diversificação em um cenário de rivalidade
Para o professor Evandro Menezes de Carvalho, o aumento da competição entre Washington e Pequim torna ainda mais crucial que o Brasil amplie suas alternativas no campo diplomático. “O país é um dos fundadores dos BRICS e do Novo Banco de Desenvolvimento, além de integrar o Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura. Isso reforça seu papel como ator global, que precisa evitar uma dependência excessiva das relações com China e Estados Unidos”, explicou.






