Os Estados Unidos deslocaram mais de cinquenta caças para o Oriente Médio nas últimas 24 horas, em meio às negociações sobre o acordo nuclear com o Irã. A frota inclui modelos avançados, como F-35, F-22 e F-16, além de aeronaves de reabastecimento.
Dados de rastreamento obtidos pela mídia norte-americana revelaram o movimento dessas aeronaves para bases americanas na região, o que aumenta a pressão sobre o governo iraniano.
Unidades militares dos EUA, que deveriam deixar a área nas próximas semanas, tiveram sua permanência estendida à espera de uma possível ação militar.
Parte desses aviões já foi usada em uma operação contra o Irã durante o conflito com Israel em junho de 2025, quando forças americanas atingiram instalações nucleares do país.
Irã anuncia fechamento parcial do Estreito de Ormuz para exercícios
O Irã anunciou o fechamento parcial do Estreito de Ormuz para manobras militares. Essa passagem é uma das rotas mais críticas para o transporte global de petróleo e gás. O comunicado, feito pela televisão estatal, coincide com as negociações em Genebra sobre o programa nuclear iraniano.
A administração de Donald Trump exige um acordo que encerre o enriquecimento de urânio e a fabricação de armas nucleares pelo regime do aiatolá Ali Khamenei. Em troca, o republicano suspenderia as sanções que afetam a economia iraniana, já mergulhada em uma crise severa. Protestos eclodiram no país nas últimas semanas devido à desvalorização da moeda, enquanto o preço dos alimentos subiu em média 72% no último ano.
Após o término da segunda rodada de discussões, o chanceler iraniano avaliou que os diálogos com os representantes norte-americanos foram produtivos, afirmando que as “linhas gerais” de um pacto foram estabelecidas. Autoridades do regime, no entanto, esclareceram que ainda não há data definida para a continuação das conversas.
Paralelamente, os dois países reforçaram sua presença militar no Estreito de Ormuz. Os EUA declararam o envio do porta-aviões USS Gerald Ford, o maior de sua frota, em meio a especulações sobre um possível ataque ao Irã caso as negociações não avancem.
Antes do anúncio sobre o fechamento da região, Khamenei alertou que qualquer tentativa dos Estados Unidos de derrubar seu governo está fadada ao fracasso e que o país sofreria retaliações se optasse por um ataque.
A administração Trump ainda não se manifestou publicamente sobre sua avaliação do andamento das negociações.







