O Legislativo peruano aprovou nesta terça-feira uma moção de censura contra o presidente José Jerí, afastando-o do cargo. A decisão ocorre em meio ao escândalo de encontros secretos que ele manteve com um empresário.
Os congressistas decidiram, com 75 votos a favor, 24 contra e três abstenções, que Jerí deixaria a presidência do Congresso e, consequentemente, a chefia de Estado do Peru.
Jerí havia assumido a presidência em outubro, no lugar de Dina Boluarte, também destituída por acusações de corrupção. Boluarte, por sua vez, substituíra o presidente eleito Pedro Castillo, afastado do poder sob alegações de tentativa de golpe de Estado.
Com isso, Jerí passa a integrar a lista de governantes – tanto eleitos quanto interinos – obrigados a deixar o cargo no Peru. O país, no entanto, mantém uma das economias mais sólidas e com maior expansão na região.
Diferença entre os processos
Ao contrário do impeachment, que exige uma maioria qualificada de 87 votos na casa de 130 membros, a moção de censura precisava apenas de maioria simples: 66 votos, ou menos caso houvesse um número reduzido de parlamentares presentes.
O presidente e seus apoiadores defendiam que ele deveria passar por um processo de impeachment, e não por uma moção de censura. Jerí, porém, declarou que acataria o resultado da votação.
Sucessão presidencial
Embora o atual presidente do Congresso, Fernando Rospigliosi, seja o próximo na linha sucessória, ele afirmou que não assumirá o cargo. Isso significa que os parlamentares terão de eleger um novo líder para o Congresso, que automaticamente se tornará presidente do país.
A escolha do novo chefe do Parlamento e presidente da nação está marcada para quarta-feira.







