A transferência de pelo menos doze caças F-15E norte-americanos para a Jordânia acendeu o alerta do Irã sobre uma possível escalada militar dos Estados Unidos no Oriente Médio.
Dados de rastreamento de voos militares mostram que as aeronaves decolaram da base de Lakenheath, no Reino Unido, com destino à base jordaniana de Muwaffaq, uma das mais importantes do país.
Capacidades do caça F-15E
Este modelo tem design de dupla função, podendo executar missões aéreas contra outras aeronaves e também ataques a alvos terrestres. Seu complexo conjunto de sistemas permite operações de bombardeio em baixa altitude, independentemente do horário ou das condições climáticas.
A aeronave opera com uma tripulação de dois militares: um piloto e um oficial responsável pelos sistemas de armamento. Além disso, o avião consegue abrir caminho e localizar objetivos a longa distância.
O primeiro F-15E de produção foi disponibilizado em abril de 1988. O modelo pode transportar até 10,4 toneladas de diversos tipos de armamento. Estima-se que haja cerca de 35 unidades desses caças atualmente no Oriente Médio.
Contexto político e declarações
Apesar desse movimento militar, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou na sexta-feira, 16, que foi persuadido a não ordenar um ataque ao Irã. A decisão veio após o país cancelar a execução de 800 manifestantes presos.
O político republicano havia dito antes que adotaria “medidas extremamente severas” caso o regime iraniano começasse a enforcar participantes dos protestos, embora não tenha especificado a natureza dessas medidas.
Segundo autoridades de segurança do Irã, cerca de 3.000 pessoas foram presas durante os levantes. No entanto, organizações de direitos humanos calculam que o número real seja de aproximadamente 20 mil detidos, com mais de 3.000 mortes.
Em pronunciamento transmitido pela televisão estatal, o aiatolá Ali Khamenei reconheceu publicamente, pela primeira vez, o alto número de mortos nos protestos ocorridos no país.
Sem mencionar a repressão das forças de segurança do regime, o líder supremo do Irã atribuiu a responsabilidade pelas mortes a Donald Trump.







