A feijoada é o grande ícone da culinária brasileira, capaz de transitar entre o almoço casual de fim de semana e celebrações sofisticadas. Justamente por sua complexidade de sabores e pela mistura de diversos ingredientes, é comum surgirem dúvidas sobre o que não pode faltar na panela para garantir um resultado autêntico.
Para ajudar no preparo, reunimos diretrizes de especialistas do setor que simplificam a escolha das carnes e as proporções ideais.
Os Ingredientes Fundamentais
A definição do que é “essencial” pode variar conforme a escola gastronômica, mas alguns cortes são pilares da estrutura do prato:
Cortes de Textura: Itens como pé, rabo e orelha de porco são vistos por muitos especialistas como a alma da feijoada, pois liberam o colágeno necessário para encorpar o caldo.
A Base de Sabor: A carne-seca e a linguiça são consideradas os itens básicos de sobrevivência de uma boa receita.
Complementos Clássicos: O bacon, a costelinha (fresca ou defumada) e o coxão duro completam o mix de texturas e sabores salgados.
Proporções e Medidas
Saber a quantidade de carne em relação ao feijão é o segredo para o equilíbrio do prato. Existem duas métricas principais sugeridas por profissionais:
Pelo peso bruto: Utilizar aproximadamente 700g de carnes variadas para cada 1kg de feijão.
Pela proporção visual: Manter o prato com um terço de carnes para dois terços de caldo.
Qual linguiça escolher?
Não há uma regra rígida, pois a escolha reflete muito as tradições regionais. No entanto, o uso do paio e da linguiça portuguesa é uma das combinações mais frequentes e aprovadas.
A principal recomendação é a flexibilidade: a feijoada aceita bem os cortes que estiverem disponíveis, desde que se respeite o ponto de cozimento de cada item. Carnes mais duras devem entrar antes, enquanto as delicadas ou defumadas são adicionadas depois para não desmancharem.
Dica de Ouro: Lembre-se sempre de dessalgar as carnes com antecedência para ter controle total sobre o sabor final do caldo.







