Um acompanhamento científico de 20 anos com mais de 2,8 mil voluntários nos Estados Unidos revelou um aliado poderoso contra o declínio cognitivo: exercícios focados na rapidez do processamento visual. O estudo aponta que treinar o cérebro para identificar objetos rapidamente em uma tela pode retardar a perda de funções cognitivas por décadas.
O Experimento: Como funcionou o treino?
A pesquisa testou três tipos de intervenções mentais. No entanto, apenas o treino de velocidade apresentou resultados significativos na prevenção da demência.
Formato: Sessões de 60 a 75 minutos, realizadas duas vezes por semana.
Continua após a publicidadeDuração: O ciclo intenso de treinamento durava cerca de 45 dias.
O Desafio: Os participantes precisavam identificar alvos e objetos periféricos em uma tela de computador em intervalos de tempo cada vez menores.
Foco: Melhorar a memória, o raciocínio e, principalmente, a agilidade do processamento visual.
“Um treino simples pode ajudar pessoas a se manterem mentalmente saudáveis por anos”, afirma Jay Bhattacharya, diretor dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos EUA.
Prevenção vai além dos exercícios
Embora os resultados do treino de velocidade sejam promissores, especialistas alertam que a saúde mental depende de um conjunto de fatores. O neurologista Wyllians Borelli, do Hospital Moinhos de Vento, ressalta que o desfecho positivo está ligado a um estilo de vida equilibrado.
Atualmente, a ciência lista 14 fatores de risco modificáveis que, se controlados, podem prevenir ou adiar o Alzheimer:
| Saúde Física | Estilo de Vida | Ambiente e Social |
| Hipertensão e Diabetes | Tabagismo e Alcoolismo | Baixa escolaridade |
| Obesidade e Colesterol alto | Sedentarismo | Poluição do ar |
| Perda auditiva e de visão | Depressão | Isolamento social |
| Traumatismo craniano |
Conclusão do Estudo
O grande diferencial desta pesquisa foi notar que, enquanto exercícios de memória pura ou raciocínio lógico tiveram impactos limitados a longo prazo, a velocidade de processamento foi a única capaz de reduzir a taxa de incidência de demência em um quarto dos participantes após duas décadas.







