Os estilos de comunicação moldam as relações interpessoais

Seja na família, no trabalho ou nos relacionamentos amorosos, manter vínculos saudáveis exige saber conduzir conversas difíceis. Esses momentos são fundamentais para expressar incômodos, estabelecer limites e comunicar expectativas. No entanto, nem sempre as duas partes conseguem se entender claramente.

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A dificuldade aparece porque cada pessoa tem um jeito único de expressar e interpretar uma mesma mensagem. Segundo a psicóloga Giorgia Ocinschi, todos desenvolvemos ao longo da vida um estilo de comunicação predominante, ligado à nossa história pessoal, às experiências familiares e à forma como aprendemos a lidar com desentendimentos.

“Ambientes em que a expressão emocional é criticada costumam gerar posturas mais passivas. Já contextos onde os conflitos são resolvidos por imposição geralmente favorecem comportamentos agressivos. Isso se reflete tanto na maneira como a pessoa se coloca nas conversas quanto na sua percepção sobre si mesma e sobre os outros.”

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Identificando os perfis de comunicação

Mas a forma de se expressar não é imutável. A psicóloga explica que, quando existem hábitos considerados pouco saudáveis, o primeiro passo é reconhecer qual linguagem predomina no comportamento e, a partir daí, fazer ajustes graduais.

  • Passivo: Evita confrontos e prioriza o bem-estar do outro em detrimento do seu, com dificuldade para expressar opiniões, limites ou necessidades. Por medo de desagradar ou criar atrito, frequentemente concorda com algo contra a própria vontade. Com o tempo, esse padrão pode levar à frustração, ao ressentimento ou à sensação de não ser ouvido.
  • Agressivo: Expressa ideias e necessidades de forma direta, mas desconsidera o espaço e os sentimentos alheios. Geralmente adota um tom impositivo, interrompe e tenta dominar a conversa. Embora consiga impor seus desejos, pode gerar conflitos constantes e desgastar os relacionamentos.
  • Passivo-agressivo: Apesar de aparentar concordância, costuma demonstrar irritação ou resistência de maneira indireta, seja por ironia, sarcasmo, silêncios prolongados ou comportamentos que sabotam acordos. O problema é que a mensagem real fica subentendida, e a outra pessoa pode não perceber o que está acontecendo.
  • Assertivo: Busca o equilíbrio, conseguindo expressar opiniões, sentimentos e limites com clareza e respeito, sem se anular nem desrespeitar o interlocutor. Explica suas necessidades e também se mostra aberto a ouvir o outro lado. Por isso, tende a promover relações mais saudáveis, cooperação e solução de conflitos.

Quando dois estilos de comunicação diferentes se encontram, é comum que haja falhas na compreensão.

“Um exemplo clássico é quando uma pessoa mais assertiva conversa com alguém de perfil passivo. O silêncio deste pode ser interpretado como concordância, enquanto ele próprio pode sentir que não foi ouvido.”

Diante disso, algumas práticas podem ajudar a tornar esses momentos mais produtivos:

  • Nomear sentimentos e necessidades: Frases como “eu sinto” ou “eu preciso” abrem espaço para o diálogo porque evitam que o outro se sinta atacado.
  • Estabelecer limites com respeito: Saber expressar discordâncias e lidar com o “não” também é parte fundamental de relações saudáveis.
  • Praticar a escuta ativa: Ouvir sem interromper e buscar compreender o ponto de vista alheio reduz mal-entendidos.
  • Evitar suposições: Quando algo não está claro, fazer perguntas costuma ser mais produtivo do que tentar interpretar a situação sozinho.
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