Recorde novamente: afastamentos por saúde mental atingem novo patamar
Relatórios do Ministério da Previdência Social revelam que, em 2025, mais de 500 mil trabalhadores precisaram se ausentar do emprego por questões de saúde mental. Esse contingente supera o registrado em 2024 e, pelo segundo ano consecutivo, estabelece um novo recorde.
Profissões mais afetadas
A análise por ocupação mostrou que as categorias com maior número de afastamentos foram vendedores varejistas, faxineiros, auxiliares de escritório, assistentes administrativos e alimentadores de linha de produção. Em comum, essas funções têm contato com o público e sustentam serviços essenciais.
Fatores associados ao aumento
Em entrevistas à imprensa burguesa, especialistas atribuíram a escalada dos afastamentos à instabilidade dos contratos, às jornadas excessivas, ao medo constante do desemprego e à reduzida capacidade de negociação do trabalhador frente ao empregador. Embora os dados sejam mais evidentes nessas ocupações, o problema atinge um amplo segmento da classe trabalhadora.
Contexto legislativo
O crescimento ocorre em um cenário de enfraquecimento dos direitos trabalhistas, aprofundado pela Reforma Trabalhista de 2017, que ampliou modalidades de contratação com menos garantias e pressionou os salários para baixo.
Contraste com o discurso oficial
Os números também se contrapõem à retórica do governo federal sobre uma melhoria generalizada das condições de vida. Na prática, os afastamentos indicam um agravamento nas condições de trabalho e de vida de vastos setores da população trabalhadora.







