9 sinais de que a criança está sofrendo bullying na escola

Alterações no comportamento e dificuldades no aprendizado devem ser acompanhadas de perto por familiares e educadores.

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O bullying é uma questão séria, social e educacional, que exige identificação precoce e intervenção adequada. Reconhecer seus sinais e as diferentes formas de manifestação é fundamental para agir com eficácia e reduzir seus efeitos negativos.

A participação de docentes, estudantes e responsáveis contribui para reduzir conflitos e estimular atitudes respeitosas, tornando a instituição um ambiente de convívio mais harmonioso e propício ao desenvolvimento integral.

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Modalidades de bullying

Além da agressão física, como bater ou empurrar, existe o bullying verbal, marcado por insultos e humilhações, e o tipo psicológico, que gera isolamento e queda da autoestima. O cyberbullying, praticado por meio de plataformas digitais, amplia a exposição da vítima a situações vexatórias.

Outra variante é o bullying social, que visa prejudicar a reputação ou as interações da pessoa no coletivo. “Essa forma é particularmente complexa de detectar por ocorrer de modo sutil. Frequentemente resulta no afastamento do aluno e na indução de outros a não o aceitarem”, comenta a psicopedagoga Paula Furtado.

Segundo a especialista, essa dinâmica gera profunda solidão. “Progressivamente, a criança se vê cada vez mais isolada, sem conseguir apontar evidências claras, já que a exclusão é dissimulada. Esse fenômeno é denominado ‘bullying da invisibilidade’, algo realmente angustiante”, completa.

Indicadores de bullying infantil

Alguns comportamentos podem indicar que um aluno está sendo vítima dessa prática:

  1. Desinteresse ou medo de frequentar as aulas;
  2. Declínio nas notas escolares;
  3. Dificuldades para dormir;
  4. Desânimo persistente;
  5. Tendência ao isolamento;
  6. Mudanças bruscas de humor;
  7. Queixas físicas sem motivo orgânico;
  8. Fadiga excessiva;
  9. Comentários autodepreciativos.

Compromisso coletivo

Mudanças abruptas no comportamento infantil exigem investigação. A psicopedagoga ressalta a importância de uma abordagem integrada que englobe:

  • Terapia psicológica ou artística para trabalhar as emoções e reconstruir a autoconfiança;
  • Apoio psicopedagógico em casos de prejuízo no rendimento acadêmico;
  • Avaliação médica para verificar possíveis relações entre sintomas físicos e questões emocionais;
  • Envolvimento ativo da instituição escolar e da família, com escuta empática e medidas concretas.

“Embora seja um tema recorrente, muitas crianças ainda sofrem com essa realidade. É fundamental converter discussões em práticas efetivas, por meio de iniciativas educativas que engajem toda a comunidade”, finaliza Furtado.

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