Tênis de mesa se consolida como tendência esportiva

O tênis de mesa vem conquistando um lugar de destaque no panorama esportivo do Brasil. Nos últimos doze meses, a modalidade registrou uma expansão notável tanto no número de adeptos quanto na cobertura midiática e nas plataformas digitais. Segundo informações da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM), a quantidade de atletas com filiação no país saltou de aproximadamente 6,6 mil em 2023 para 13 mil em 2025, um dado que evidencia o maior engajamento formal com a prática.

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Esse avanço se dá em um momento de conquistas relevantes de brasileiros em torneios globais. As atuações de destaque de Hugo Calderano e Bruna Takahashi, por exemplo, contribuíram significativamente para ampliar a atenção sobre o esporte.

Em 2025, Hugo Calderano se manteve de forma consistente entre os principais jogadores do ranking mundial. O atleta somou triunfos expressivos em etapas do circuito internacional, alcançando fases decisivas em competições da World Table Tennis (WTT) e se firmando como uma das maiores referências fora do tradicional eixo asiático-europeu.

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No lado feminino, Bruna Takahashi também exerceu uma função importante nesse cenário. Ao longo do ano passado, a jogadora se sobressaiu em disputas continentais e mundiais, obtendo resultados significativos no circuito WTT e se consolidando como a principal representante do tênis de mesa feminino nacional.

Análises do mercado esportivo

Na visão do professor Raphael Moreira, ex-atleta da seleção brasileira, ex-treinador da equipe paralímpica e atual mentor de atletas e técnicos, o atual momento da modalidade é fruto da combinação entre resultados e divulgação.

Com mais de vinte anos de experiência no tênis de mesa, Raphael nota que o interesse cresceu não só entre praticantes casuais, mas também entre indivíduos que veem no esporte uma possibilidade de aprimoramento técnico, carreira profissional e iniciativas empreendedoras.

“O que tenho observado mudar nos últimos anos é a percepção de quem joga de que é possível seguir uma carreira profissional, principalmente como atleta, mas também em outras funções dentro do esporte”, comenta Moreira.

Pesquisas sobre tênis de mesa no meio digital

O crescimento do interesse pelo tênis de mesa igualmente se reflete no universo online. Números do Google Trends indicam que, no período de cinco anos, as buscas pelo termo tiveram picos relevantes em julho de 2024 e maio de 2025, registrando os dois momentos de maior curiosidade do público.

O interesse comercial pela modalidade também se mostra presente na indústria. De acordo com a HobbyTT, fabricante nacional de equipamentos sediada em Pomerode (SC), o item “mesa de tênis de mesa” é atualmente o mais procurado no segmento, com cerca de 8.100 pesquisas mensais. Em maio de 2025, o termo superou a marca de 9 mil buscas, conforme dados do Google.

Glauco Hoffmann, proprietário da HobbyTT, argumenta que o recente aumento do interesse é uma reação ao contexto de maior visibilidade do esporte no país. Ele ressalta que o bom desempenho de atletas brasileiros no exterior amplia a exposição da modalidade. “Um atleta brasileiro está entre os dez melhores do mundo e tem elevado o tênis de mesa a outro nível de divulgação nacional”, enfatiza.

Glauco também percebe uma transformação no perfil de quem adquire equipamentos. Tradicionalmente focada no atendimento a clubes, federações e escolas, a fábrica começou a notar um crescimento mais acentuado nas vendas ao consumidor final, o que sugere que a prática está transcendendo o ambiente institucional e atingindo um público mais diversificado, interessado em jogar fora dos locais formais de treino.

A expansão da formalização de atletas

Em paralelo à mudança no consumo de materiais esportivos, o tênis de mesa experimenta transformações no âmbito institucional. O crescimento no número de atletas filiados à Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM) demonstra que uma parcela dos praticantes tem procurado oficializar seu vínculo com a modalidade, seja pela participação em competições oficiais, pelo acesso a rankings ou pela integração em ambientes organizados de preparação.

O aumento de 81,8% nas filiações entre 2023 e 2025 revela que o esporte também se fortalece dentro das estruturas oficiais e aponta para uma maior diversidade no perfil dos praticantes de tênis de mesa no Brasil.

Perspectivas positivas para os próximos anos

O tênis de mesa brasileiro inicia 2026 com alicerces mais robustos do que em períodos anteriores e com uma trajetória de expansão para o futuro. Em 2029, o Brasil fará parte de um marco histórico para o esporte: pela primeira vez, o Campeonato Mundial de Tênis de Mesa ocorrerá na América Latina e terá o Rio de Janeiro como cidade-sede.

A decisão foi divulgada em maio de 2025, durante a Assembleia Geral da Federação Internacional de Tênis de Mesa (ITTF), em Doha, no Catar. A capital fluminense venceu a disputa com Berlim (ALE), China (cidade não definida) e San José (EUA), fato interpretado pela CBTM como uma prova clara do desenvolvimento e da maturidade do esporte no país.

Sobre o mundial de tênis de mesa no Brasil, o presidente da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa, Vilmar Schindler, comemorou: “Realizaremos o maior Campeonato Mundial de todos os tempos. O Brasil tem desbravado fronteiras no tênis de mesa, graças a um trabalho muito sério da CBTM, dos treinadores, dos atletas e de toda a comunidade do esporte no país”.

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