O Ministério do Esporte destaca os avanços nas políticas públicas que buscam valorizar e colocar as mulheres em posição central no cenário esportivo nacional. Entre as ações recentes estão o apoio ao esporte feminino, a criação de mais oportunidades para atletas de alto rendimento e a proteção das atletas grávidas ou puérperas beneficiadas pelo Programa Bolsa Atleta.
Em uma publicação no perfil oficial do Ministério no Instagram, o ministro André Fufuca ressaltou que o reconhecimento das mulheres é uma constante no trabalho da pasta. Atualmente, elas representam cerca de 60% dos colaboradores do ministério, ocupando funções estratégicas, cargos de liderança e posições na alta gestão.
“São gestoras, especialistas, coordenadoras e diretoras que ajudam a construir políticas públicas mais inclusivas e eficientes”, afirmou o ministro André Fufuca.
O ministro também citou uma mudança importante no Programa Bolsa Atleta, que agora garante proteção às atletas durante a gestação e o pós-parto. Com essa medida, as esportistas podem continuar recebendo o benefício ao longo da gravidez e após o parto, ganhando mais estabilidade para seguir suas carreiras.
“Isso significa que nenhuma atleta precisa escolher entre a maternidade e a continuidade da sua trajetória. Agora elas podem ficar tranquilas, porque estarão seguras e amparadas pelo Bolsa Atleta”, disse.
O incentivo ao futebol feminino é outra frente de atuação relevante, com recursos destinados a torneios, categorias de base e projetos comunitários que ampliam a participação de meninas e mulheres no esporte. O ministério também está envolvido nos preparativos para o país sediar a Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2027, evento que acontecerá pela primeira vez na América Latina.
Avanço das mulheres no esporte
Na Secretaria Nacional de Excelência Esportiva do ministério, o crescimento da presença feminina no alto rendimento tem sido um foco central. A secretária Iziane Marques observa que a maior participação das mulheres em competições resulta de políticas públicas que oferecem melhores condições de treinamento e permanência na prática esportiva.
“Hoje, cerca de 4.300 atletas bolsistas são mulheres, o que representa aproximadamente 44% do total de beneficiários do Bolsa Atleta. Esse apoio é fundamental para que elas possam se dedicar às suas carreiras”, afirmou.
Segundo ela, além do suporte financeiro, o programa também protege as atletas grávidas e puérperas, entendendo que a maternidade não deve ser um obstáculo para a evolução na vida esportiva.
A secretaria ainda tem incentivado a realização de competições de destaque que aumentam a visibilidade do esporte feminino. Um exemplo foi o Campeonato Mundial de Ginástica Rítmica realizado no Brasil em 2025, quando a equipe nacional conquistou duas medalhas de prata na prova por conjuntos. Outras iniciativas incluem o fortalecimento de torneios como a Copa da Liga de Basquete Feminino.
Copa do Mundo de Futebol Feminino FIFA 2027
A organização da Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2027 também representa um momento histórico para o esporte feminino no Brasil. A secretária extraordinária da Copa, Juliana Agatte, explica que os preparativos exigem a coordenação entre diversos setores do governo federal, estados, municípios-sede e a FIFA.
“O centro da nossa agenda é o legado social e o legado esportivo. No campo social, as mulheres estão no centro das discussões, com ações voltadas ao combate à violência e ao feminicídio. No esporte, trabalhamos para ampliar o acesso de meninas e mulheres ao futebol e fortalecer a profissionalização da modalidade”, afirmou.
Para a secretária executiva adjunta do Ministério do Esporte, Cynthia Mota, projetos como a Estratégia Nacional para o Futebol Feminino e a expansão das políticas de fomento ao esporte feminino reforçam o compromisso da pasta com a equidade de oportunidades.
“O esporte é uma ferramenta poderosa de transformação social. Estamos trabalhando para aumentar a participação das mulheres no esporte e garantir que suas conquistas sejam reconhecidas e valorizadas”, destacou.







